Fronteira
Empresas suspenderam transporte de cargas vivas ou perecíveis
A fronteira de Corumbá com a Bolívia já completa 17 dias fechada por protestos de moradores do país vizinhos. Transportadores de Mato Grosso do Sul estimam prejuízo de U$ 60 milhões no período.
Segundo o presidente da Setlog Pantanal (Sindicato das Empresas de Transporte e Logística do Pantanal), Lourival Vieira Costa Júnior, a estimativa é da perda de 5 dólares por carga parada ao dia, sendo que em média 800 veículos passam pelo local.
“É um prejuízo que passa dos 60 milhões de dólares. Agora as empresas desistiram de enviar cargas vivas e perecíveis, os demais produtos estão em depósitos das transportadoras, já lotados”, disse ao Midiamax.
Protesto para Censo
O trecho está bloqueado em protesto de bolivianos contra o governo de Luis Arce que adiou o Censo Demográfico de 2023 para 2024. Os líderes do Pardo Cívico informaram que o último levantamento foi feito em 2012.
A falta do Censo atrasa o monitoramento de dados e a atual situação da Bolívia, prejudicando outros setores além da economia.
O vice-presidente do Comitê Cívico de Tarija, Roberto Márquez, comentou ao Unitel, jornal do país, que o Censo auxiliará nos indicadores sociais. Na tarde de domingo (06), o Comitê de Mobilização dos Interesses de Tarija confirmou que a medida será acompanhada de bloqueios de estradas.
Pontos da estrada Bioceânica que faz o acesso terrestre entre o país e o Brasil também seguem bloqueados.
Eleições 2026
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