Fronteira
Movimento de 1,2 mil cargas deixaram de circular no trecho
A fronteira entre Mato Grosso do Sul e a Bolívia completa, nesta quinta-feira (10), 20 dias bloqueadas por manifestantes. O trecho entre Corumbá e Puerto Quijarro deixa de movimentar cerca de 1,2 mil cargas por dia desde 22 de outubro.
O protesto acontece por moradores do país vizinho para que o presidente Luis Arce antecipe o Censo Demográfico para junho de 2023, com alegação de que está há mais de 10 anos sem monitoramento.
Com isso, nenhum veículo está passando pela fronteira, nem carros de passeio e de cargas. O trecho está fechado com barricadas, pedaços de pau e cavaletes.
Lourival Vieira Costa Junior, presidente do Setlog Pantanal, reforçou que a falta de acesso está causando desabastecimento em cidades bolivianas, além do prejuízo estimado de de US$ 5 mil por dia, o que pode ultrapassar R$ 25 milhões a mil cargas paradas.
A greve cívica também resulta em consequências para Corumbá, A diretora-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, Elisângela Sienna da Costa Oliva, disse em entrevista ao Jornal Hoje que a rede de hotelaria e fluxo turístico da cidade sofreu queda da visita de quase mil bolivianos diariamente.
Mercados corumbaenses sofrem queda no faturamento, já que muitos vizinhos faziam compras no lado brasileiro. O faturamento cai em 40%.
Por enquanto, não há previsão para liberação da fronteira, pois os manifestantes afirmaram que deixam a concentração quando houver aprovação do adiantamento do Censo no próximo ano.
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