Corumbá
Manifestantes dizem que tomarão medidas mais radicais para conseguir senso demográfico
Há 32 dias fechada, a fronteira entre a Bolívia e Corumbá está longe de ser aberta. Isso porque, os manifestantes bolivianos prometem tomar medidas mais radicais para conseguir o senso demográfico.
Bolivianos impedem o tráfego no local desde o dia 22 de outubro, e exigem a realização do Censo Demográfico em 2023, porém, o presidente Luis Arce (MAS), promulgou decreto oficializando o Censo em 2024.
Conforme o Diário Corumbaense, o presidente do Comitê Cívico Arroyo Concepción, Antonio Chávez Mercado, informou que numa reunião na noite de segunda-feira (21), entre o setor de Transporte e Comitês Cívicos, foi decidido por medidas mais radicais para reforçar o protesto.
“O fechamento de instituições públicas, como agências bancárias, aduana, bem como os mercados. Enquanto a Assembleia Legislativa não aprovar a lei do Censo e não ocorra a libertação das pessoas presas injustamente durante os dias de greve, seguiremos com as medidas”, falou Mercado.
Abastecimento
Na cidade de Santa Cruz, distante 650 km da fronteira com Corumbá, a população poderá ir aos supermercados para o abastecimento das 06h às 11h. Os líderes do movimento reforçaram que as pessoas saiam de casa de bicicleta ou a pé.
“Temos que continuar esta luta porque é necessário que este governo insensível, nos ouça”, afirmou Rômulo Calvo, do Comitê Pró Santa Cruz. Ele transferiu para o presidente Luis Arce, a responsabilidade pela solução do conflito. “Por isso peço ao povo que continue sendo corajoso, não é um capricho do Comitê, é uma necessidade para um futuro para nossos filhos”, disse o líder cívico sobre a greve.
De acordo com lideranças do Paro Cívico, como é chamado, o Censo Demográfico precisa ser realizado o quanto antes, pois o Estado de Santa Cruz de La Sierra e outros departamentos são os mais prejudicados, já que o último foi realizado em 2012 e de lá pra cá, muita coisa mudou.
Santa Cruz, conforme o ultimo Censo, tinha 2 milhões de habitantes, desde então, essa população cresceu, ainda mais com a migração de pessoas de outras cidades e departamentos da Bolívia, que optaram por viver lá. Como consequência, afeta diretamente no repasse de verba pública para investimentos, políticas sociais, que deveriam ser de acordo com o número de pessoas que vivem nos estados. Também afeta a representatividade política do departamento no Congresso boliviano.
Lado de Corumbá
Desde o dia 17 de novembro, caminhoneiros brasileiros iniciaram uma mobilização com fechamento da fronteira do lado de Corumbá. O protesto segue os mesmos moldes, não é permitido carros e nem caminhões cruzarem para a Bolívia.
Os caminhoneiros que não conseguiram passar passaram a cobrar dos comitês cívicos uma posição definitiva: "Ou abre ou fecha de uma vez", decidiram.
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