Ensino
Projeto emergiu da dificuldade de visita a museus de outros estados
Estudantes de escolas das cidades de Aquidauana e Anastácio receberam o projeto “Um dia no Museu”. A iniciativa é do professor de Arqueologia e Antiguidade da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) Carlos Eduardo da Costa Campos e surgiu diante da dificuldade de acesso a um museu por parte, principalmente, de estudantes, que necessitam viver essa experiência.
“O projeto ‘Um dia no Museu - uma viagem pelos 100 anos de História do Museu Histórico Nacional (MHN-RJ)’para escolas do Mato Grosso do Sul, emergiu pela falta de acesso de nossos estudantes aos museus de outras cidades e estados.
Há uma necessidade latente de promovermos debate e reflexões sobre os bens culturais brasileiros, pois eles são fontes de conhecimento sobre o passado e, também, de economia criativa para milhares de famílias”, esclarece o professor Carlos Campos.
Com a chegada do ‘Museu na Escola’ os estudantes tiveram a chance de aprender o que é exatamente um museu, sua função e importância para a sociedade e a cultura. Eles descobriram também o valor da Arqueologia para cada um de nós, bem como para a humanidade e, especificamente, a numismática, que é o estudo histórico, artístico e econômico da moeda das cédulas e das medalhas, que foi o foco desta apresentação e aprendizagem.
“O nosso objetivo é democratizar o saber histórico-arqueológico sobre numismática, assim fornecendo visibilidade ao maior acervo de moedas da América Latina, que fica no Museu Histórico Nacional. São cerca de 150 mil peças. Dessa forma, ensinar sobre esse material é também debater sobre a história do dinheiro, a economia, a história da arte, e a nossa sociedade. Afinal, se trata de um projeto interdisciplinar”, enfatiza o professor.
Em Aquidauana, as escolas que receberam o projeto foram: Escola Municipal Franklin Cassiano e o Instituto Educacional Falcão. Em Anastácio, os alunos que tiveram acesso ao Museu foram os da Escola Polo Municipal Rural Manoel Valério e Escola Municipal Honorivaldo Albres.

Estudantes de outras escolas públicas do estado também tiveram acesso ao museu, como nas cidades de Água Clara, Campo Grande, Costa Rica e Coxim, quando puderam também participar de oficinas sobre como ler e trabalhar com moedas em laboratórios de arqueologia, decalque arqueológico e sobre o processo de cunhagem de moedas.
O trabalho foi possível a partir de um acordo de cooperação técnica entre o Museu Histórico Nacional (RJ), e o autor do projeto, que recebeu autorização de digitalizar com exclusividade, o acervo necessário para que pudesse trazer o museu até os alunos.
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