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Emprego

Indústria em Caarapó retorna às atividades com incentivo do Estado

Capacidade é produzir 300 toneladas de biodiesel por dia

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Com potencial de geração de 300 empregos diretos, a instalação de uma indústria esmagadora de soja na cidade de Caarapó, viabilizada pelo Governo do Estado, recebeu R$ 219 milhões de investimento privado. A expectativa é de que o empreendimento comece a operar já no próximo mês, divulgou nesta semana o governador Reinaldo Azambuja. A ministra Tereza Cristina (Agricultura e Pecuária) confirmou presença na inauguração.

“Assinamos termo de acordo com a Lar Cooperativa Agroindustrial para o funcionamento desse complexo em Caarapó, que tem bases de armazenamento de grãos em Bandeirantes, Bela Vista e Ponta Porã. Isso mostra a confiança que o empresariado tem em Mato Grosso do Sul, que é cada vez mais competitivo”, destacou o governador.

O novo complexo industrial da Lar tem capacidade de processar 1,5 mil toneladas de soja por dia. Também é capaz de produzir 300 toneladas de biodiesel a cada 24 horas. Toda a estrutura da indústria ficou parada por 11 anos até que foi comprada e revitalizada pela Lar a partir de 2019

“Estamos investindo em Caarapó já há dois anos para começar a rodar essa indústria de soja que vai processar 450 mil toneladas do grão por ano e gerar faturamento próximo de R$ 1 bilhão. Para isso, o Governo do Estado nos deu condições para podermos operar de forma competitiva”, afirmou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

Expansão agrícola

Localizada próximo à BR-163, em uma área de 30 hectares, a esmagadora de soja de Caarapó possui estruturas de recepção de grãos em cidades que até pouco tempo atrás não tinham aptidão para a agricultura, como Bandeirantes e Bela Vista.

Na avaliação do secretário Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), os armazéns instalados nesses municípios mostram que a política de expansão agrícola em Mato Grosso do Sul deu certo.

“Quando você expande para novas áreas de agricultura, aumenta a produção e já cria uma rede de armazenagem - que é o que essa cooperativa fez - você industrializa esse produto em Mato Grosso do Sul com opção de biodiesel, óleo e farelo. Essa é a lógica definida na cadeia produtiva”, explicou.

Toda proposta, de acordo com Verruck, faz parte da linha estratégica do Governo do Estado de buscar novos empreendedores, agregar valor à produção e gerar mais emprego. “A política industrial do governador Reinaldo Azambuja é feita dessa forma: incentivo fiscal, captação de investimentos e geração de emprego para todos os municípios”, pontuou.

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