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Economia

Cesta básica tem queda em Campo Grande e alivia bolso do trabalhador

A capital sul-mato-grossense registrou uma redução de 0,20% no custo da cesta básica

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Campo Grande foi uma das poucas capitais brasileiras a registrar queda acumulada no preço da cesta básica entre dezembro de 2024 e agosto de 2025, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (5) pela Conab e pelo Dieese.

A segunda edição da Análise da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, elaborada em parceria entre a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apontou que os preços dos principais alimentos caíram em 24 das 27 capitais entre julho e agosto de 2025. No entanto, apenas quatro cidades apresentaram queda no acumulado dos últimos oito meses — e Campo Grande está entre elas.

A capital sul-mato-grossense registrou uma redução de 0,20% no custo da cesta básica no período. O dado contrasta com a tendência de alta observada na maioria das capitais analisadas, como Fortaleza (+7,32%), Recife (+6,93%) e Salvador (+5,54%).

Para a economista Patrícia Costa, supervisora das pesquisas do Dieese, a queda nos preços representa um alívio para o orçamento das famílias:

“Os resultados da pesquisa de agosto mostram tendência de queda nos preços dos alimentos, o que sempre traz um alívio para o orçamento das famílias brasileiras”, afirmou.

Preços em queda no país

A análise nacional aponta que os alimentos que mais influenciaram a redução no valor da cesta básica foram arroz, feijão, carne bovina, batata, tomate, açúcar e café. Itens com alta oferta e baixa demanda no período contribuíram para o recuo nos preços em grande parte do país.

O arroz agulhinha, por exemplo, ficou mais barato em 25 das 27 capitais pesquisadas. Já o feijão, tanto o tipo preto quanto o carioca, teve queda em quase todas as cidades. A carne bovina de primeira caiu em 18 capitais, enquanto o tomate e a batata também registraram quedas expressivas — em Brasília, o tomate despencou 26,83% entre julho e agosto.

Mesmo com as variações mensais, Campo Grande apresentou estabilidade no custo da cesta ao longo de 2025. A leve queda de -0,20% no acumulado do ano posiciona a cidade como um dos poucos centros urbanos em que o trabalhador viu uma melhora no poder de compra com relação aos alimentos essenciais.

Além de Campo Grande, apenas Goiânia (-1,85%), Brasília (-0,55%) e Vitória (-0,53%) também registraram queda no acumulado de dezembro de 2024 a agosto de 2025.

Incentivos à produção

O presidente da Conab, Edegar Preto, comemorou os dados e atribuiu os resultados à política de incentivo à produção agrícola:

“É uma grande notícia e a comprovação de que estamos na direção certa investindo na produção de alimentos. Estes números comprovam o acerto de nossa política agrícola”, afirmou.

Preto destacou os recentes incentivos aos produtores de arroz e feijão, com a oferta de compra de cerca de 400 mil toneladas de arroz e 50 mil toneladas de feijão, além de juros baixos no Plano Safra, que vem batendo recordes desde o início do atual governo.

Peso da cesta no orçamento

Apesar das quedas pontuais, o custo da cesta básica ainda compromete uma parte significativa da renda dos trabalhadores. Em agosto de 2025, quem recebe um salário mínimo (R$ 1.518,00) precisou destinar 49,89% da renda líquida apenas para a compra dos alimentos básicos.

Em termos de tempo de trabalho, isso representa 101 horas e 31 minutos dedicadas ao custeio da alimentação, número que, apesar de menor do que em julho (103h40min), ainda revela o desafio diário enfrentado por milhões de brasileiros.

O salário mínimo ideal, calculado com base na cesta mais cara do país (São Paulo: R$ 850,84), foi estimado em R$ 7.147,91 — 4,71 vezes o valor do mínimo atual.

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