A categoria paralisou as atividades nesta terça. Diretor de escola teme que aulas serão canceladas a partir de quinta-feira
Vanessa Ricarte
Publicado em 10/04/2018 às 10:23
Atualizado em 10/09/2026 às 14:36
Alunos da Escola Estadual Dóris Mendes Trindade estão protestando próximos à instituição, na Rua Oscar Trindade de Barro, no Bairro Santa Terezinha, em apoio à paralisação dos servidores administrativos estaduais da educação que não entraram em consenso com o governo do Estado após reajuste de 3,04% sancionado pelo Executivo na semana passada. A greve não tem data para terminar, segundo nota da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS).
Para Giovana Arévalo, 16 anos, cursando o 3º ano do ensino médio, a greve é válida e os administrativos estão no direito de reivindicar melhoria salarial. “Eles ganham abono de 200 reais ao mês e se mudar o governo eles vão perder, então eles estão pedindo aumento e o governo não quer dar. A gente decidiu parar para apoiá-los”, explicou.
Ainda segundo Giovana, no local estão os alunos de todas as salas de aula do Ensino Médio, que compreende 3 salas do primeiro ano, 2 do segundo e mais 2 do terceiro ano. “Estamos aqui para chamar a atenção da população. Os administrativos também merecem respeito e aumento de salário”, disse a estudante da Dóris Mendes Trindade.
Para o diretor da escola, José Ramão, a situação tenderá a ficar mais difícil e provavelmente, as aulas terão de ser suspensas com a falta do trabalho dos servidores responsáveis pela manutenção, limpeza, merendas e secretaria. “Acredito que a partir da próxima quinta-feira (12) a escola não terá mais condições de funcionamento”, avaliou.
Demais administrativos das escolas estaduais de Aquidauana estão paralisando as atividades e não têm data para retornar.
Posição da Fetems
Em nota, a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) afirmou que a greve é por conta do não atendimento do pleito da categoria pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
A entidade também afirmou que representa 74 sindicados de educação no Estado (Simted’s) e ainda que o Sindicato dos Funcionários Administrativos da Educação de MS (Sinfae) não representa a Fetems, por isso “não pode falar e nem assinar acordos em nome da federação”.
Ontem o Azambuja declarou que a - até então - “ameaça de greve” dos servidores administrativos da educação é de natureza política e que iria recorrer à Justiça. “Vamos tomar as iniciativas para o cumprimento das atividades escolares, se eles entrarem em greve, cabe ao governo entrar na Justiça devido a ilegalidade”, afirmou o chefe do Executivo.
A paralisação das atividades é em protesto ao reajuste de 3,04% sancionado pelo Executivo na semana passada. “Eles não tem o por quê pararem. A grande reivindicação que eles queriam era a incorporação do abono e isso já foi resolvido, só que dentro da legalidade”, explicou o governador.
*Com informações do Correio do Estado
*Colaborou Luiz Guido Jr.
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