Profissão
Com mercado promissor, profissão atua para tornar o mundo um lugar melhor para as gerações futuras
Escolher o curso de uma graduação que vai formar um profissional é uma decisão difícil para muitos jovens que completam o ensino médio, diante da gama de cursos oferecidos nas instituições Brasil afora. Uma dessas profissões é a de Engenharia Floresta; um profissional que hoje, 12 de julho, comemora o seu dia. O campus da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) de Aquidauana oferece e tem formado muitos profissionais na área.
A Engenharia Florestal envolve o estudo de diversos aspectos da gestão de recursos naturais, desde o planejamento e a implementação de projetos de conservação até o desenvolvimento de soluções inovadoras para problemas ambientais complexos. O aluno que optar por essa formação na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, estará se juntando a uma comunidade de profissionais experientes e entusiastas da conservação, que estão dedicados a tornar o mundo um lugar melhor para as gerações futuras. Além disso, ele terá acesso a recursos de ponta, como laboratórios bem equipados e instalações de pesquisa, que o ajudarão a aprimorar suas habilidades e explorar suas paixões, se construindo a cada semestre num profissional extremamente capacitado para os desafios do mercado de trabalho, após sua formatura.
Para o coordenador do curso de Engenharia Florestal da UEMS, professor Allan Motta Couto, a profissão está vivendo um momento muito promissor.
“O mercado de trabalho para Engenharia Florestal nunca esteve tão aquecido. Com a construção de novas e grandes fábricas de celulose em Mato Grosso do Sul, a demanda por este profissional é quase inacreditável. Baseado nas informações que temos, a perspectiva de abertura de novas áreas para plantio de florestas bem como todos os serviços necessários ao adequado funcionamento do setor florestal tende a aumentar pelos próximos oito anos. Logo, no futuro a médio prazo, não há indícios de enfraquecimento do setor florestal nem redução da demanda pelo profissional Engenheiro Florestal. No Estado de Mato Grosso do Sul, atualmente, formam-se apenas 60 Engenheiros Florestais anualmente, um número inferior à demanda estadual. Este cenário resulta na necessidade das empresas captarem Engenheiros Florestais em outros estados. Assim o custo destas contratações fica maior e, passados alguns meses, há a tendência de o profissional oriundo de outras regiões do país voltar para o estado de origem, gerando outros problemas as empresas instaladas no Estado. Assim sendo, as empresas florestais inseridas em MS necessitam de Engenheiros Florestais e, diante das peculiaridades relatadas, apenas o fato de o profissional ser do Estado já é um grande diferencial para contratação”, explica com empolgação o engenheiro.
O professor lembra que o curso causa fascínio aos calouros (alunos iniciantes), devido às discussões sobre área de atuação e a importância desse profissional.
“O curso de Engenharia Florestal tende a encantar os calouros por meio de disciplinas que discutem temáticas relativas à sua futura atuação profissional. Logo no primeiro semestre o acadêmico já conhece as alternativas de atuação no mercado de trabalho e, se identificando com alguma área mais específica, é direcionado a trabalhar com pesquisa e extensão sob supervisão dos professores atuantes no Curso. A grande maioria dos calouros não sabe exatamente o que um Engenheiro Florestal faz, no entanto, esse conhecimento é rapidamente apresentado a ele. Entretanto nem tudo são flores, como um curso de exatas os acadêmicos serão desafiados em diversas disciplinas de mais alta complexidade, um exercício para formação de um profissional capacitado e diferenciado. O curso de Engenharia Florestal, no Brasil, existe desde 1952 sendo as escolas mais antigas localizadas em Minas Gerais UFV 9Universidade Federal de Viçosa) e UFPR (Universidade Federal do Paraná). No mundo o curso existe há mais de um século. Em Mato Grosso do Sul, o curso existe desde 2009, logo, é uma área pouco conhecida pela população. Cenário este que deve mudar haja visto que o Estado de Mato Grosso do Sul é, atualmente, a região mundial de mais rápido desenvolvimento do Setor Florestal,” destaca Allan.
Todo e qualquer profissional tem sua importância na sociedade e o Engenheiro Florestal tem para a sociedade e também ao meio ambiente. É preciso destacar que esse especialista é necessário para a recuperação de áreas ambientais degradadas. Ele visita regiões onde ocorre extração de matéria-prima, emitindo laudos sobre processos de licenciamento ambiental.
A escolha pelo dia 12 de julho para esse profissional não foi aleatória
Essa data é uma homenagem a São João Gualberto, que morreu em 12 de julho de 1073, e foi consagrado pelo Papa Pio XII como o “Protetor dos Florestais”, em 1952. Portanto, é uma homenagem dos Engenheiros Florestais atribuir a data de celebração à São João Gualberto. O papel desse profissional é extremamente importante, uma vez que o Brasil possui uma grande área florestal e necessita, bastante, de profissionais capazes de controlar a exploração desenfreada de seus recursos.
Ciências exatas e biológicas ajudam na construção desse profissional
“A escolha da minha formação se deu pelas minhas aptidões e facilidades para as ciências exatas e biológicas. Sempre me familiarizei com disciplinas como matemática, física, química, biologia e as alternativas de cursos que exigem estes conhecimentos de forma combinada não são muitos. Assim sendo, realizei um teste vocacional, este me direcionou para a Engenharia Florestal. Acabei pesquisando mais sobre o curso e observei que minhas aptidões associadas ao fato de trabalhar majoritariamente na floresta me fizeram optar por esta carreira. Atualmente sou professor da UEMS e ajudo um grupo de professores a formar Engenheiros Florestais diferenciados para atuar no mercado de trabalho presente em Mato Grosso do Sul”, esclarece Allan.

Ao se formar em Engenharia Florestal na UEMS, o profissional terá essas habilidades e um conhecimento sólido e necessário para enfrentar desafios ambientais globais e contribuir para a criação de soluções sustentáveis e inovadoras. Além disso, esse engenheiro estará preparado para assumir papéis de liderança em organizações governamentais, sem fins lucrativos e privadas, ou até mesmo seguir uma carreira acadêmica em pesquisa e ensino. As possibilidades de transformação são muitas por meio desta profissão, e descobrir que ela é um caminho deve ser a vontade do jovem que está prestes a participar do ENEM.
Atividades que possuem nomes quase que se confundem e geram dúvidas em sua área de atuação
A Engenharia Florestal e a Engenharia Ambiental, possuem nomes que parecem se misturar e que podem confundir um candidato a uma das duas profissões. Ambas estão relacionadas ao ambiente, porém com atuação bastante específica, que, em nada, um profissional atua na esfera do outro.

Engenheiro florestal tem como foco, desenvolver processos úteis na preservação da natureza, permitir o desenvolvimento de um espaço sem afetar o meio ambiente do local percebendo as consequências dessa agressão e propondo saídas positivas para o desenvolvimento e a floresta. Já o engenheiro ambiental é o profissional, com seu trabalho voltado para desenvolver formas de melhorar o tratamento de resíduos em rios e mares.
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