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Vida pantaneira

Motoristas compartilham perrengues que já viveram durante viagens ao Pantanal

Caipira e Junior contam sobre os desafios da profissão

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Evandro Barros Prado, conhecido com caipira, é freteiro ‘desde que se entende por gente’, já que aprendeu o trabalho com o pai e avô, hoje passando a herança de vivência para o filho. Ele conta que há mais de 40 anos enfrenta as estradas de terra do Pantanal.

“Já levei merenda para escolas [ribeirinhas], fazendo frete de carga. Temos na caminhonete rádio e internet para se comunicar com as fazendas. Já passei cinco dias no Pantanal, mas geralmente vamos em um dia e voltamos no outro”.

Ao O Pantaneiro, Evandro disse que atualmente conseguem visualizar as belezas do bioma com as cheias, nível das bacias que não era visto há anos pela seca severa.

“Levamos turistas, já percorri distâncias longas, pelo [Passo do] Lontra. [Na seca] dava muito dó dos animais. A seca dificulta a passagem, diferente do que acham, a cheia é melhor para nossas viagens”.

Perrengues no Pantanal

Passou por sufocos no meio do mato não é tarefa fácil nem mesmo para quem está acostumado com o território pantaneiro. Evandro relembra os problemas mecânicos sem uma base para pedir ajuda.

“Já quebramos diferencial, motor, mas temos fazendeiros que são muito parceiros”.

Há mais de 20 anos com frete de carga, Leandro Ines Gomes Junior, de 38 anos, tem a profissão vinda da família. Nenhuma dificuldade afasta o gosto de trabalhar na região. O cenário vai do poeirão as pontes de madeira sobre rios que banham o Estado.

“Trabalho desde meus 14 anos, meu pai sempre mexeu com frete, hoje vivo disso. Já cheguei a ficar 32 dias longe de casa, ajudando em lugares que caminhão não passa, já atravessei o Pantanal indo até Coxim, Nhecolândia. Fazemos de tudo, carregar aquilo que não passa com caminhão grande até fazendas mais longe”.

 “A maior dificuldade é não ter uma base [de apoio], a gente tem que fazer de tudo, mecânico, chapeiro. Se ficar no meio [do mato], ficamos a ‘deus dará’, é você por você mesmo, o jeito é caminhar a pé até uma fazenda mais próxima e passar mensagem para cidade”.

Veja a entrevista de Evandro Barros Prado:

 

Veja entrevista de Leandro Ines Gomes Junior:

 

Veja as fotos:

 

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