Esportes
O atacante Romário está livre para voltar a jogar. Nesta quinta-feira, o atacante foi absolvido pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por unanimidade (7 a 0), por ter sido pego no exame anti-doping por uso da substância proibida finasterida. Em dezembro, o Baixinho havia sido suspenso por 120 dias pela Segunda Comissão do mesmo Tribunal, por 3 votos a 2.
O tetracampeão mundial, que compareceu ao julgamento acompanhado pelos advogados Mario Pucheau e Marcos Motta, se emocionou ao comentar os fatos, chorou e a sessão chegou a ser interrompida. Na parte final, o acusado voltou a se emocionar, quando viu que conseguira a absolvição. Também estiveram presentes o presidente do Vasco, Eurico Miranda; o vice de futebol vascaíno, José Luis Moreira, e o supervisor do clube, Paulo Angioni.
Romário e Eurico conversaram durante o julgamento. O jogador tem contrato com o Vasco até 30 de março, mas está em litígio com o clube desde a semana passada, quando não aceitou uma interferência do dirigente na escalação da equipe, que também treinava. Após deixar São Januário, o atacante chegou a se reunir com o vice de futebol do Flamengo, Kleber Leite, e afirmou ter gostado de um projeto que o Rubro-Negro tem para ele, relacionado a jogos de despedida e ações de marketing.
Ao relatar os fatos, Romário disse que estava muito nervoso, por jamais ter enfrentado uma situação como esta. Ele admitiu que há dez anos faz uso de remédios contra a calvície, que fez sete exames anti-doping no período e nunca nenhum problema acontecera. Também falou que no dia em que exame deu positivo, ele informara aos médicos do clube que estava usando o remédio. Quase ao final do julgamento, Eurico afirmou que "consta dos autos a declaração do atleta confirmando que ingere a finasterida e que os médicos do Vasco nada tem a ver com isso".
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