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China e EUA prometem duelo equilibrado pelas medalhas

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A China causa um prejuízo de US$ 25 bilhões anuais aos Estados Unidos com a pirataria de vários tipos de produtos. Mas nada vai deixar o povo norte-americano mais decepcionado do que os chineses ficarem com o primeiro lugar no quadro de medalhas na Olimpíada de Pequim.
 
Depois de travar uma grande disputa com os soviéticos durante a Guerra Fria - de 1952 a 1988 -, os Estados Unidos domina os Jogos Olímpicos desde 1996. Mas a China, que começou a participar da maior competição esportiva do mundo a partir da edição de Los Angeles, em 1984, vem subindo de produção assustadoramente, a ponto de ter ficado somente a três medalhas de ouro dos norte-americanos no quadro geral de medalhas em Atenas/2004 (32 contra 35).


Das 25 edições olímpicas, os Estados Unidos ganharam mais medalhas em 14 oportunidades. A última derrota norte-americana foi nos Jogos de Barcelona, em 1992, quando foram superados pela CEI (Comunidade dos Estados Independentes da extinta União Soviética).


Enquanto isso, a China vem acumulando forças há pelo menos 12 anos, quando rompeu relações com a União Soviética, antiga aliada, que cortou o fornecimento financeiro. De quarto lugar nos Jogos de Atlanta/1996, passou para terceiro em Sydney/2000 e ficou em segundo em Atenas/2004.


A briga pelo maior número de medalhas já começou fora das pistas, quadras e piscinas. Não se restringindo apenas aos atletas. Nas salas de bate-papo de vários sites chineses - inclusive na internet, a China já ultrapassou os EUA, com 250 milhões de usuários -, um dos assuntos mais discutidos é o futuro duelo no quadro de medalhas com os Estados Unidos.


Os norte-americanos deram o troco e o canal NBC fez uma previsão mais do que otimista quanto ao desempenho norte-americano durante os Jogos de 8 a 24 de agosto: 180 medalhas, com 42 de ouro. Tal desempenho seria o melhor em número de medalhas, superando Los Angeles/1984 (174), mas ficaria atrás no número de primeiros lugares (83).


Segundo Cui Dalin, subchefe da Administração Geral de Esportes da China e vice-presidente do Comitê Olímpico chinês, a delegação do país anfitrião terá 580 atletas, a maior da história. Deverá ficar próxima dos 600 integrantes dos times norte-americano e russo.


Dos 1,31 bilhão de habitantes fica fácil descobrir talentos, ainda mais se o trabalho é bem feito. Foi o que o governo chinês iniciou há duas décadas e meia. Com isso, surgiram atletas que ganharam notoriedade internacional, como o gigante pivô Yao Ming, de 2,29 metros, que logo foi abocanhado pelo Houston Rockets no milionário basquete da NBA. Outro com grande sucesso é Liu Xiang, atual recordista mundial dos 110 metros com barreiras desde 2004 e apontado como medalha certa em Pequim.

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