Esportes
Mesmo com grande procura pelo Futsal - só no Estado são quase duas mil atletas cadastradas pela Federação que representa o esporte - muitas meninas ainda enfrentam preconceito na hora de praticar o esporte.
O professor de Educação Física Luiz Fernando Borges Daniel, que treina equipes de futsal feminino em uma escola e em uma universidade, ambas particulares, há 15 anos, diz que o preconceito que ainda existe e começa em casa. Segundo ele, muitas meninas insistem muito aos pais para poderem treinar. "Além disso tem a questão da falta de incentivos e patrocínio para as equipes femininas do Estado, que muitas vezes deixam de viajar para participarem de competições por falta de dinheiro", comenta.
Segundo ele, por conta dessa realidade, Mato Grosso do Sul não forma uma seleção do Estado há mais de cinco anos.
E as atletas...
Desde os quatro anos de idade, Rochelle Karoline de Arruda, 11 nos, que cursa o 7º ano do Ensino Fundamental em um colégio particular da Capital, joga futebol. Ela começou jogando com os meninos, chegou a participar de campeonatos, mas de uns meses para cá vem treinando em uma equipe feminina. Rochelle diz que gosta de jogar futsal e que são seus pais a apóiam. "Meu pai é um dos meus maiores incentivadores", afirma, mas entende que sua realidade não é muito comum entre as colegas.
Mesmo treinando com meninas mais velhas, ela não deixa a desejar. A pequena atleta ainda não participou de nenhum campeonato com a nova turma de treinamento, mas aguarda ansiosamente.
Foi com a atual idade de Rochelle que a acadêmica do 7º semestre de Engenharia da Computação, Thaiane Lima Lopes, hoje com 21 anos, iniciou sua trajetória no futsal. A atleta que faz parte de uma equipe adulta de uma universidade particular diz que, além de gostar do esporte, ainda recebe uma bolsa acadêmica, o que a incentiva ainda mais. Thaiane também comenta que já foi alvo de preconceitos, porque muitas pessoas acham que as meninas que jogam futsal e futebol são "sapatões".
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