Esportes
Às vésperas dos duelos pelas Eliminatórias da Copa de 2010, o técnico da Seleção Brasileira, Dunga, minimizou nesta terça-feira as críticas sofridas após a derrota histórica para a Venezuela por 2 a 0, em Boston, na última sexta-feira.
"Acho que críticas vai sempre ter. Não é com o Dunga. Se a gente pegar os jornais de 50 anos atrás vai ver que tinha também, um pouco mais ou um pouco menos. Mas tem sempre 50 pessoas que não gostam do Dunga", disse o treinador.
O Brasil irá encarar no dia 15 de junho o Paraguai, em Assunção. Três dias depois, no Estádio do Mineirão, a Seleção terá o clássico contra a Argentina.
O treinador procurou encerrar a polêmica com Kaká. A CBF optou pela desconvocação após o Milan enviar um relatório médico que aponta que o jogador, que operou recentemente o joelho, só poderia voltar aos treinos no dia 10.
"Para mim esse assunto já foi encerrado. O mais importante é a forma que eu trabalho com os jogadores. Ele não está aqui e vamos esperá-lo voltar. Ele ficou cinco meses jogando com dores (no Milan)", comentou.
Sobre a formação que mandará a campo nos dois próximos compromissos da equipe verde e amarela, Dunga não quis adiantar os planos e disse que só definirá o time titular nos treinos dos próximos dias, na Granja Comary.
Porém, o treinador admitiu que não deve mais utilizar o atacante Robinho mais recuado, na armação das jogadas, assim como ocorreu no primeiro tempo do amistoso com a Venezuela. Insatisfeito com o rendimento do setor ofensivo, Dunga acredita que até pode optar por três atacantes.
"Fizemos uma experiência com o Robinho jogando naquela posição. Não é o ideal, porque ele joga mais longe do gol", disse. "Mas tudo é viável, dependendo do adversário. Vamos ver como eles se comportam", completou Dunga, deixando no ar a possibilidade de mudar o esquema no decorrer dos jogos e optar Robinho, Luís Fabiano e Adriano no ataque.
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