Esportes
O armador Jaqson, da seleção brasileira masculina de handebol, foi cortado dos Jogos Olímpicos de Pequim por causa de um resultado positivo num exame antidoping, informou em nota oficial, a Confederação Brasileira de Handebol. O fato só veio à tona na noite desta segunda-feira, mas já era conhecido pela entidade e pela comissão técnica da seleção desde julho.
Assim que a delegação chegou ao Japão para a fase de preparação, em 20 de julho, o atleta foi avisado do problema e pediu para voltar para o Brasil. Achou que não havia sentido seguir com o grupo.
"Ele pediu para voltar e nem foi inscrito para as Olimpíadas", afirmou Cássio Marques, chefe da delegação na China, ao jornal O Estado de S. Paulo. Seu nome nem consta na lista oficial do evento, porque houve tempo para trocá-lo, já que as inscrições se encerraram apenas em 23 de julho.
Alexandre Rodrigues, de 27 anos, pivô da Unopar/Londrina, seu substituto, só se juntou agora à delegação por problemas burocráticos. Mas já estava inscrito e sabia havia duas semanas que participaria dos Jogos.
O Estado apurou que o exame em que Jaqson foi flagrado deu positivo para maconha. "Colocamos todos os atletas à disposição do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para a realização de exames antidoping justamente para coibir esse tipo de atitude. Infelizmente, aconteceu esse caso", declarou, no informe, o presidente da CBHb, Manoel Luiz Oliveira.
Esta seria a segunda participação de Jaqson, de 29 anos, em Olimpíadas. Natural de Descanso (SC), ele esteve nos Jogos de Atenas 2004 e integrou as equipes que ganharam medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos de São Domingos, em 2003, e do Rio, em 2007. Jaqson ficou conhecido como o galã do time, em razão de suposta semelhança física com o ator Rodrigo Santoro.
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