Futebol
Representante do tradicional clube do sul esteve na região durante o fim de semana
Um projeto do clube de futebol Athletico Paranaense começou neste fim de semana a desenvolver atividades com crianças e adolescentes de aldeias terenas no município de Aquidauana. A ideia é oferecer aos jovens indígenas valores de cidadania em conjunto com a prática esportiva.
O responsável pela implementação da escola de futebol é o diretor executivo da Fundação Athletico Paranaense (Funcap), Roberto Bonnet, que chegou ao local no sábado (2). Com apoio da Igreja Uniedas, lideranças da Aldeia Buritizinho – representadas pelo cacique Josiniel Martins – e comissões técnicas de futebol masculino e feminino da comunidade, o trabalho vem sendo realizado inicialmente nas aldeias Córrego Seco, Cruzeiro, Buritizinho e Limão Verde.
Encontro deste fim de semana serviu para promover a prática do futebol entre os mais jovens.Segundo Bonnet, a futura Escola de Futebol do Athletico-PR “trabalha em demasia valores para o desenvolvimento completo de crianças, jovens e adolescentes dos 6 aos 18 anos”. As atividades oferecidas são totalmente gratuitas e os jovens inscritos receberão inclusive uniformes do “Furacão”, como é conhecido o clube.
Anteriormente, o diretor da Funcap já tinha visitado as aldeias e participado de uma ação de distribuição de chuteiras, momento em que ele disse que a comunidade conquistou seu coração. Em breve, os pais dos alunos também devem receber calçados especiais, de modo a integrar a comunidade para que façam uso do campo de futebol da terra terena.
“Trabalhamos o futebol como ferramenta de transformação”, afirma Roberto Bonnet.
Embora seja grátis, a inscrição no projeto tem algumas condições – e aí que entra a parte de incentivo à educação. Os interessados devem procurar as lideranças das aldeias e comprovar que estão matriculados em escolas da rede municipal ou estadual, apresentar bom comportamento e ter boas notas, seguindo a metodologia estabelecida pela Funcap.
Dentro das aldeias, a aceitação da inciativa foi geral. O indígena José Luiz é um dos que se mostrou muito satisfeito, tanto com o projeto em si quanto com a participação das lideranças nas trativas. “O projeto alegrou nossa comunidade e uniu nossas crianças”.
(Com informações do Portal de Aquidauana)
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