Desporto náutico
Rafael Girotto assume a vaga deixada por Jonatan Maia, que renunciou ao cargo
Desde o início da semana, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) tem um novo presidente – e ele é figurinha carimbada do Jornal O Pantaneiro. Trata-se de Rafael Girotto, de 31 anos, que deste muito jovem se destaca no cenário nacional e internacional da modalidade.
A oficialização no novo cargo foi feita na segunda-feira (25) após o pedido de renúncia de Jonatan Maia, que ocupava o posto mais alto da entidade desde março de 2021. Maia fez o anúncio há uma semana, em razão de problemas jurídicos e financeiros enfrentados pela confederação, além de problemas pessoais.
Apesar do aumento na popularidade da canoagem desde os Jogos Olímpicos do Rio 2016, quando todo o país conheceu o talento de Isaquias Queiroz, a entidade sofre com dívidas deixadas por gestões anteriores. Em Setembro, a CBCa preciou demitir todos os seus funcionários por conta de uma dívida de R$ 5,7 milhões executada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
O agora ex-presidente Jonatan Maia, contratou uma auditoria externa assim que assumiu o cargo e esta constatou um passivo de R$ 80 milhões. Boa parte das dívidas diz respeito ao não recolhimento de Imposto Sobre Serviços (ISS) entre a década de 90 e os anos 2000. Afirmando não haver viabilidade financeira para saldar o valor devido, Maia preeriu se afastar.
Reerguendo a CBCa
Rafael Girotto era o primeiro vice-presidente e aceitou a missão de ficar à frente da Confederação Brasileira de Canoagem. O aquidauanense é atleta da canoagem descida e já foi oito vezes campeão brasileiro. Ele começou no esporte com apenas seis anos de idade, muito incentivado pelo pai, que também é canoísta.
Como dirigente, ele presidiu o Clube de Canoagem de Aquidauana (MS) por dois mandatos e também foi presidente da Federação Sul-Mato-Grossense. Rafael é formado em Educação Física e atualmente é graduando em Gestão Pública. Sobre a empreitada, ele encara com muita seriedade e afirma que pretende retomar as atividades normais da confederação em um futuro próximo.
“Será o maior desafio da minha vida como gestor, ainda mais nesse momento difícil e delicado que estamos vivendo. Meu foco será tentar salvar a canoagem brasileira e atuar com muita responsabilidade. Vou trabalhar incansavelmente para buscar alternativas e principalmente achar formas que não prejudiquem os atletas”, afirma Rafael.
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