Esporte
O próximo passo do competidor de 44 anos será na corrida Pantanal Ultra, em um percurso de 90 km
Um empresário do ramo de informática do município de Rondonópolis (MT), Cristian de Almeida (44), finalizou no sábado (19) o desafio La Mission Brasil, que tem como percurso alguns dos maiores picos do planeta, uma das corridas mais desafiadoras do território brasileiro. Em novembro, o empresário enfrenta os 90 km da corrida Pantanal Ultra, no distrito de Piraputanga.
Cristian percorreu 53 km em 12h, em um percurso da região montanhosa da Serra da Mantiqueira, que perpassa os estados de São Paulo e Minas Gerais.
Ao jornal A Tribuna de Mato Grosso, Cristian comemora a conquista de concluir o desafio La Mission Brasil.
“Estou muito feliz. Eu considero um feito concluir esta prova de montanha, que é a maior e a mais difícil do Brasil”, comemora Cristian.
A prova contou com 450 corredores de diferentes partes do mundo e a largada ocorreu na cidade mineira de Passa Quatro, às 6h. Os competidores tiveram tempo limite para conclusão dos 53 km em 16 horas, segundo A Tribuna de MT, apenas 115 atletas concluíram o desafio.
“Tinha corredores do mundo inteiro. Deixei muito gringo para trás”, brincou Cristian, que já tem novos desafios traçados. O primeiro será em outubro, nos 90 km da Pantanal Ultra que ocorrerá em Piraputanga, distrito de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul.
A La Mision Brasil é uma competição que se realiza na região da Serra da Mantiqueira, a qual divide os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, tendo em seu trajeto a ascensão de alguns dos maiores picos do país, como o morro do Capim Amarelo (2.570 metros) e a Pedra da Mina (2.798 metros), 4ª montanha mais alta do Brasil.
“Foi sensacional, na primeira vez consegui chegar no ponto mais alto. Uma prova bastante difícil, até porque não temos em Mato Grosso corridas em terreno com este tipo de altimetria. Mas, consegui alcançar o meu objetivo, que era chegar no alto do pico. Está feito”, diz o rondonopolitano.
Ele ressaltou que a La Mission se destaca neste meio pelo alto grau de dificuldade, devido à grande variação altimétrica, terrenos irregulares e clima bastante imprevisível. “A sensação térmica no alto do pico quando cheguei estava em – 5°”, observou o corredor.
Depois, no início do próximo ano, em janeiro, terá pela frente o seu maior desafio: correr a prova de longa distância mais difícil do país: a BR 135 + Ultramarathon, com seus 230 km. “Esta vale índice para correr a Badwater, nos Estados Unidos, no meio do ano que vem”, comentou. Realizada no Vale da Morte, sob calor acima de 50º C, os 217 quilômetros da ultramaratona é considerada a mais difícil do mundo.
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