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Grupo musical Instrumental 3 por 5 participa do 5° FAS

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O grupo musical "Instrumental 3 por 5" participa do 5° Festival América do Sul (FAS), que acontece de 30 de abril a 4 de maio em Corumbá. "O Instrumental 3 por 5 é um trocadilho com a fórmula de compasso três por quatro, característica do chamamé e guarânia da polca paraguaia, gêneros musicais que o grupo de dedica", explicou o músico Eduardo Martinelli.


Com uma formação variada, a banda é formada por Neewton Reis no violino, Eliezer Santana no Clarinete, Júlio César Figueiredo no piano, Francisco Tiago Simão na percussão e Eduardo Martinelli no violão.


"O show que vai ser apresentado no 5° FAS, tem a intenção de mostrar uma nova roupagem instrumental para músicas regionais de Mato Grosso do Sul, e de países com o qual faz fronteira", contou Martinelli. Ainda segundo ele, junto com outros instrumentos, o violino e o clarinete assumem a parte que originalmente era feita por vozes alternadas ou duetos vocais. "O ritmo característico é mantido pelo violão e pela percussão e o piano entra para dar um charme especial na harmonia do grupo", conclui Eduardo. Durante a apresentação serão tocadas músicas consagradas como Chalana, Mercedita, Danza Paraguaia, Che Trompo Arazá, do paraguaio Hermínio Gimenes e o chamamé dos argentinos Rud e Nini Flores.


Martinelli
O maestro Eduardo Martinelli é formado em violão erudito pela Faculdade de música de Santos, onde estudou ainda violoncelo, violino e regência de orquestra.


Martinelli foi maestro da Orquestra de Câmara de Itanhaém e da Orquestra Sinfônica do Projeto Guri, em Santos (SP). Como concertista, Eduardo já apresentou-se com variadas formações camerísticas como concertos com orquestras e solo. Fez a Estréia Brasileira de Obras para violão, a convite do compositor Gilberto Mendes, no XXXVI Festival de Música Nova no Teatro Municipal de Santos.


O regente realizou também master classes com renomados concertistas como Henrique Pinto, Everton Gloeden, Edelton Gloeden, Paulo Martelli, Eduardo Meirinhos, Pedro Martelli, Fábio Zanon, Roberto Capocchi, dos Estados Unidos e Paulo Eugênio, da Alemanha.


Atualmente Eduardo Martinelli rege a Orquestra Sinfônica de Campo Grande e a Orquestra Barroca de Mato Grosso do Sul. Desenvolve ainda, junto com a Fundação Barbosa Rodrigues, em Campo Grande, o projeto Orquestra Jovem, que proporciona o ensino de instrumentos de arco a crianças entre 9 e 11 anos. Sua carreira têm influência de compositores consagrados como Pixinguinha, Hermeto Paschoal, Jacob do Bandolin, e do compositor de choro anônimo, Sarrafo de Itanhaém.

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