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Fagner, O Rappa, Djavan no Festival da América do Sul

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Fagner e O Rappa se apresentam juntos com outros peso pesados da música brasileira como Zélia Duncan, Djavan e Neguinho da Beija-Flor na 5ª edição do Festival da América do Sul que acontece de quarta-feira (30 de abril) a domingo (4 de maio) em Corumbá (lugar distante na língua indígena), cidade distante a 417 quilômetros da Capital.


Os patrocinadores ainda não revelaram quanto em cifras foi o investimento cultural. Segundo a assessoria do Governo do Estado, são pelo menos 7 patrocinadores que ainda definem o montante de participação de cada um no Festival.


Serão cinco dias de avalanche de poesia, cinema, artes plásticas, teatro, artesanato, dança e música.


A edição do espetáculo cultural que acontece na fronteira com a Bolívia terá abertura no dia 30 de abril com queimas de fogos na Avenida General Ponce. A entrada para os shows custará R$ 12,00 e estudantes pagarão meia-entrada (R$ 6,00).


A primeira atração musical ficará por conta de Fagner que se apresentará no Pavilhão do Porto, onde será instalada a Grande Tenda. Na quinta-feira, dia 1º de maio, é a vez do O Rappa. Djavan se apresenta no dia seguinte, sexta-feira (2). O sábado e domingo ficam por conta, respectivamente, de Zélia Duncan e Neguinho da Beija-Flor, que fará apresentação no palco da General Ponde.


O pavilhão dos países foi estruturado na praça Generoso Ponce - área de 800 metros quadrados - com stands sul americanos interligados. O Clube Corumbaense será palco para palestras e lançamentos de livros no "Quebra Torto com Letras".


Além disso, toda a área do pavilhão do porto passou por uma limpeza. O local foi climatizado.


Brasil/Bolívia


O Festival da América do Sul deverá contar também com poetas estudantis brasileiros e bolivianos. As escolas escolheram as melhores poesias, redações e desenhos e quadrinhos no concurso "Soy Loco Por Ti América".


O concurso é destinado a alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio das escolas públicas e privadas de Corumbá, Ladário, e das cidades bolivianas de Puerto Suarez e Puerto Quijarro. Este ano os trabalhos tiveram o tema "A Redescoberta da América".


Corumbá


A cidade de Corumbá é conhecida como o "Portal do Pantanal" e está localizada no extremo Oeste do Estado, na fronteira com a Bolívia. Corumbá está à margem direita do Rio Paraguai e 70% de sua área encontra-se no pantanal sul-mato-grossense.


Corumbá foi fundada em 21 de setembro de 1778, possui atualmente cerca de 100 mil habitantes. O acesso à cidade pode ocorrer através de rodovia pavimentada (BR262), pelo seu aeroporto internacional ou pelo Rio Paraguai.


História


A cidade foi palco da Guerra da Tríplice Aliança, quando o Brasil se juntou à Argentina e ao Uruguai para juntos derrotarem o Paraguai. Corumbá foi ocupada pelas tropas paraguaias durante dois anos (1865 a 1867). A praça da República, no centro, foi o palco da última batalha, quando o governo brasileiro reagiu e conseguiu expulsar os invasores.


Consta ainda na rica história da cidade com influência forte dos espanhóis, que ela foi construída por encomenda do governo português, com a intenção de evitar a invasão espanhola em terras brasileiras. Em 1778, foi inaugurado o arraial Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque. Mais tarde, passou a se chamar Corumbá --como os índios locais chamavam a região.


Foi a abertura dos portos brasileiros e a chegada do comércio junto a outros países latino-americanos que a cidade branca (terra calcária) chegou a ter o terceiro maior porto da América Latina, o que durou até cerca de 1930. O comércio ferroviário iniciou-se na década de 1950 e a partir daí o feito pelas águas do Rio Paraguai começou a declinar.


Hoje, as fontes de renda da cidade são turismo e comércio, além de pecuária e mineração. Corumbá é o segundo maior município do Brasil, com 65 mil quilômetros quadrados e envolve cerca de 35% da área total do Pantanal.


Casario do Porto


O Casario do Porto, em frente ao cais, é o maior conjunto preservado de prédios e casarões históricos. São cerca de 80 imóveis do século 19, com influência da arquitetura européia, tombados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), além de mais 700 imóveis com possibilidade de tombamento.


Na fronteira com a Bolívia, os visitantes do Festival da América do Sul poderão comprar produtos importados e artesanato boliviano nas zonas francas de Puerto Suarez e Puerto Quijarro.


Serviço: http://www.festivalamericadosul.com.br

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