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Beleza Indígena do Pantanal percorre aldeias do Estado

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Visando incentivar a participação das jovens indígenas com o apoio de suas respectivas comunidades, do dia 21 de março até e 23 de Abril, os organizadores do concurso "1ª Beleza Indígena do Pantanal de Mato Grosso do Sul" percorrem as terras indígenas localizadas em todas as regiões do Estado. 


De acordo com os requisitos, podem participar do evento moças de 14 a 24 anos, moradoras das comunidades indígenas e que sejam pertencentes a qualquer uma das etnias de Mato Grosso do Sul: Guarani, Kaiowá, Kadiwéu, Guató, Ofayé, Kinikinau, Atikum, Kamba e Terena. Para inscrição, as interessadas devem apresentar a identidade expedida pela Fundação Nacional do Índio (Funai/MS) junto a liderança indígena da aldeia a qual pertencem, que selecionarão a representante da região para a etapa final.      


As 17 representantes indígenas participarão de um desfile final que será realizado no dia 25 de abril em Campo Grande, no Parque Soter, ás 16h, onde serão premiadas as três primeiras vencedoras que levarão o título de 1ª Beleza Indígena Sul-mato-grossense 2009.         


Segundo a organizadora do evento e vice- presidente da aldeia urbana Marçal de Souza, Silvana Terena, o intuito deste projeto é fortalecer auto-estima a partir da promoção da cultura e beleza das mulheres indígenas, que frente a tantos problemas, muitas vezes não tem uma perspectiva de vida melhor. "O concurso vai colaborar para que as jovens possam ver a si mesmas como pessoas capazes de conquistar o que desejam e superar os obstáculos que lhe são impostos", afirma.        


Para o designer responsável pela programação visual do evento, Gilmar Marcos Galache, Terena da aldeia Lagoinha, em Aquidauana, a cultura indígena é dotada de uma riqueza única que se reflete na mulher e o logotipo teria que expressar essa beleza, fora dos estereótipos. Por isso, a ênfase nos cabelos. "Eu estava buscando algo que fugisse do que já foi feito para refletir a beleza da mulher indígena e que fosse uma característica comum entre as etnias indígenas do Brasil, por isso, escolhi os cabelos para a logo," explica.        


Muito mais que uma competição, este tipo de evento, através da divulgação da beleza da mulher indígena também valoriza a cultura indígena nas suas mais diversas representações.   "Não se trata de uma disputa da mais bela indígena, mas da difusão de inúmeras e singulares formas de expressões de povos que produzem com seus desenhos, ícones e artesanatos, a mais bela demonstração do seu modo de ser e viver," diz Silvana.               


Além do design e da líder indígena, também participa da equipe de organização, o estudante indígena de jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Sidney Moras de Albuquerque. O evento conta ainda com o apoio da Funai, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Fundação Municipal de Cultural (Fundac) e Museu das Culturas Dom Bosco.

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