Luiz Guido Junior
Publicado em 24/05/2017 às 08:55
Atualizado em 10/09/2026 às 13:57
Toda a tensão do jogo contra o The Strongest, na penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores, ficou na Bolívia. No confronto com o Sporting Cristal, já eliminado, nesta última terça-feira, na Vila Belmiro, o Santos jogou tranquilo, goleou por 4 a 0 e cravou a primeira posição do Grupo 2.
O cenário, bem diferente daquele da semana passada no alto de La Paz, colaborou para que a equipe de Dorival Júnior desfilasse em campo. David Braz marcou duas vezes, Ricardo Oliveira teve sua melhor atuação no ano – pena que para tão pouca gente.
É preciso um parêntese, aqui: não há desculpas para que apenas 6.632 pessoas tenham comprado ingresso para ver o Santos na Vila Belmiro num jogo de Libertadores, como aconteceu nesta terça.
O baixo público reforça argumentos da diretoria alvinegra, que quer mais jogos do time no Pacaembu – uma decisão que sempre causa discussão, especialmente entre os torcedores de Santos. No estádio paulistano, neste ano, foram 33 mil pessoas contra a Ponte Preta, outras 26 mil contra o Santa Fe.
Apesar das críticas que acompanharam o Santos nestes primeiros meses da temporada, o time passa pela fase de grupos sem sustos. Invicto, venceu os três jogos em casa, empatou os três fora. E com sua melhor apresentação justamente no último duelo.
Sem Lucas Lima, machucado, e Bruno Henrique, suspenso, Dorival escalou Vladimir Hernández como meia, e Copete pelo lado esquerdo do ataque. A fragilidade e o pouco interesse do rival facilitaram as coisas na Vila Belmiro. O Sporting Cristal já não sonhava com mais nada, nem mesmo com a possibilidade de terminar como o terceiro do grupo e ficar com vaga na Sul-Americana.
Ricardo Oliveira se aproveitou. Em má temporada até aqui, o atacante fez boa partida contra os peruanos. Acertou a trave, bateu a falta que gerou o rebote para o primeiro gol, de Braz, e marcou o dele, ao não perdoar um erro do goleiro Viana e honrar o esforço de Vitor Bueno, que se atirou para desviar um passe do arqueiro e deixar a bola no pé do camisa 9 –
O Santos construiu a goleada com naturalidade. Estava claro, desde o começo, que seria desta forma. Vanderlei, que brilhou no sábado, contra o Coritiba, passou praticamente despercebido nesta terça-feira.
Despercebido, também, esteve Hernández. O colombiano, que sempre tem seu nome pedido pelas arquibancadas, foi discreto. Não fez falta, porém. Vitor Bueno, que no segundo tempo ocupou a meia com a saída do colega, teve mais uma noite feliz, recompensado com o terceiro gol.
Estava tão fácil que o artilheiro da noite foi um zagueiro. David Braz, bem colocado nas jogadas de bola parada, abriu o fechou o placar.
O Santos termina essa fase de grupos embalado. O desafio é manter a equipe assim até o início das oitavas, no início de julho – o sorteio que define os confrontos está marcado para 14 de junho.
A diretoria ainda não definiu qual será a casa alvinegra neste mata-mata. A escolha entre Vila e Pacaembu levará em conta o rival e até o placar o jogo de ida, já que a volta está prevista para o começo de agosto.
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