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Com acesso mais fácil e tarifas mais módicas, o crédito consignado caiu na preferência do brasileiro e em Mato Grosso do Sul não foi diferente. O economista Sérgio Bastos, presidente do Sindicato dos Economistas do Estado, diz que os recursos com juros mais baixos podem ajudar o consumidor que tem outras dívidas com juros maiores, como o cheque especial - em média 8% ao mês.
Hoje a taxa de juros máxima permitida no crédito consignado para aposentados e pensionistas é de 2,64% ao mês. Bastos afirma, porém, que não adianta buscar um financiamento para sair do sufoco e manter os gastos altos. "O problema é que quando vem acumulando saldo devedor. A pessoa está tendo déficit todo mês, recebe o salário dela e não consegue pagar todas as suas contas. Quando faz o CDC ele resolve problema de momento, mas no mês seguinte além do déficit haverá a parcela do CDC. É um alívio momentâneo", explica.
A solução para quem tem dívidas, acredita o economista, é sim buscar recursos com juros mais baratos, mas ao mesmo tempo fazer um levantamento de seu orçamento domésticos e cortar gastos. "Não tem milagre. A pessoa tem que anotar os gastos que tem todos os meses e identificar onde pode reduzir. O crédito é um remédio temporário, uma medida que vai ajudar e não curar. O tratamento o replanejamento do orçamento doméstico", orienta.
O montante de empréstimos consignados em Mato Grosso do Sul cresceu 51% nos últimos 12 meses, conforme dados da Previdência. Os índices de inadimplência têm aumentado e, na avaliação do comércio, os consumidores estão muito endividados. Para evitar o alto endividamento, o governo reduziu o limite de comprometimento com as parcelas aos aposentados e pensionistas do INSS de 30% a 20% do valor do benefício.
As empresas que operam crédito garantem que não têm interesse no endividamento desenfreado da população. Representante da empresa Brasil Cred diz que a intenção é proporcionar "condições para pessoas que precisam comprar produtos a evitarem juros abusivos".
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