dothCom Consultoria Digital
Publicado em 03/06/2008 às 14:08
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados, empresa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Lamas, disse que os consumidores estão começando a exigir dos produtores a adoção de técnicas sustentáveis mais modernas na atividade rural.
Ele participou na noite de segunda-feira (02), no Teatro, da abertura da X Semana do Meio Ambiente e XII Eco Dourados com o tema "Desenvolvendo Estratégias para Caminhos Sustentáveis", fazendo parte da mesa de autoridades. A Embrapa é parceira na realização desse evento desde a sua primeira edição.
"Toda mudança é um processo lento, é uma mudança de cultura, uma mudança de comportamento (...) Aquele produtor que não incorporar essas tecnologias modernas, tecnologias sustentáveis, a permanência dele enquanto agricultor está ameaçada porque o consumidor hoje é o nosso grande aliado, ele começa a exigir que o produto seja produzido de forma sustentável senão não interessa para ele (...)".
Ele comentou que o trabalho na Embrapa tem como fundamento a sustentabilidade da tecnologia. "(...) Uma tecnologia para que a gente possa recomendar ela tem que ser sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental. Então, por exemplo, o Sistema Plantio Direto que é um sistema de produção que causa bem menos impacto ao ambiente do que aquele sistema tradicional de movimentação do solo (...)".
O Sistema Plantio Direto já vem sendo adotado em todo Mato Grosso do Sul e em outras regiões do País. O Sistema de Integração Lavoura e Pecuária que igualmente é sustentável, também tem boa adoção, em níveis aceitáveis.
Lógico, afirmou o pesquisador, que o ideal é que em MS, toda a área cultivada com soja, de aproximadamente 1,8 milhão de hectares, fosse utilizado o Sistema Plantio Direto, mas ainda não é. No entanto, já chega a 1 milhão de hectares.
"(...) Mas nós acreditamos que num espaço de tempo não muito distante, essa tecnologia estará sendo usada pela maioria esmagadora dos produtores (...)".
Pelo Sistema Plantio Direto não se faz o revolvimento do solo e adota-se a rotação de culturas, deixando o solo permanentemente coberto, uma prática com alto ganho ambiental, além de ser benéfica para o próprio produtor e ecossistema.
"(...) Temos muito ainda a caminhar, temos muito que melhorar, mas é algo de 1 milhão de hectares e a tendência é que não só o sistema Plantio Direto, mas outras técnicas conservacionistas que causem menos impactos ao meio ambiente venham a ser adotadas e esse é o grande desafio que nós temos, gerar tecnologia que cause o mínimo de impacto ao ambiente e transferir essa tecnologia, não adianta gerar, há a necessidade de transferir para que seja adotada pelo produtor e isso vem acontecendo (...)".
Inoculante
O uso de inoculante é outra prática ecologicamente correta porque substitui o adubo nitrogenado que é importado e derivado do petróleo. O inoculante nada mais é do que bactérias, seres microscópicos que fixam do ar atmosférico o nitrogênio para a planta. O adubo nitrogenado polui os lençóis freáticos.
No caso da soja já é largamente usado em todo o País. No caso do feijão, em Dourados, a Embrapa tem estudos avançados e isso vai proporcionar ao produtor um custo menor.
Estudos de fixação biológica de nitrogênio em outras culturas como na cana-de-açúcar e no próprio milho também já estão bastante adiantados, mas hoje o que há de fato é para a soja e para o feijão.
Iniciativa pioneira
Estudo de Fernanda Baldo analisou tribunais de todo o país; trabalho ainda resultou na publicação do livro Cortes Silenciadas
Audiência de custódia
Decisão foi tomada nesta quinta-feira, durante audiência de custódia em Aquidauana; Ministério Público havia pedido a conversão da prisão em preventiva
Voltar ao topo