Geral
O procurador Mauri Ricciotti afirma que a troca de comando na junta interventiva da Santa Casa de Campo Grande pretende "implantar o que nos propusemos na ação civil pública".
Na semana passada, o juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Nélio Stábile, acatou pedido feito há quatro meses e autorizou que o ex-reitor da Uniderp, Pedro Chaves, substitua o médico Rubens Trombini na presidência da Santa Casa.
O magistrado também aceitou mudança para o cargo de administrador geral. Sai Natalício Gonçalves de Almeida e entra Salim Cheade, ex-diretor executivo da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e atual assessor especial da prefeitura. Apenas o contador indicado pelo governo do Estado, Edson da Matta, permanece na junta.
De acordo com Mauri Ricciotti, o MPE aposta na experiência de Pedro Chaves em macro gestão. "Temos que implementar mudanças para que o hospital funcione de maneira mais eficaz", afirmou o procurador em entrevista ao jornal Bom Dia MS, da TV Morena.
Conforme o procurador, a questão mais urgente é a revisão dos contratos terceirizados. "Há distorção entre o que ganham [empresas] e o que fica para o hospital. Pode ter a volta de alguns serviços para a própria Santa Casa. É preciso folga no caixa para implantar mudanças".
Questionado por que esse tipo de ação não foi realizada antes, o procurador argumenta que foram as questões burocráticas.
O hospital estava sob intervenção desde 2005, primeiro por decreto da prefeitura de Campo Grande. Em 2008, por determinação judicial, que atendeu ao pedido do MPE (Ministério Público Estadual), MPF (Ministério Público Federal) e MPT (Ministério Público do Trabalho).
Neste ano, o juiz Dorival Moreira dos Santos, que foi promovido a desembargador, pôs fim à intervenção e devolveu a administração da Santa Casa à ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), contudo, como há recursos no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) permanece o impasse sobre o comando do hospital.
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