dothCom Consultoria Digital
Publicado em 05/11/2009 às 18:15
Atualizado em 10/09/2026 às 13:55
Sexta parte da saga chega aos cinemas nesta sexta-feira (6).
No
terror,vilão usa outros personagens para capturar vítimas.
Criada para ser
uma alternativa a filmes como "Pânico" (1996), a franquia "Jogos mortais",
iniciada em 2004, chega a sua sexta produção mostrando que ainda tem fôlego para
levar adolescentes ao cinema. O que é uma surpresa, já que o vilão -- que não
tem poderes paranormais e estava com câncer terminal -- morreu assassinado no
terceiro filme.
Para entender a intrincada história e o suposto desfecho da série dado nesta
sequência é preciso voltar ao início. Tudo começa quando Jigsaw ou John (Tobin
Bell, de "Mississipi em chamas") elabora um psicótico plano para que pessoas
depressivas e autodestrutivas deem valor a suas vidas. Na mente de John, as
reais transformações só acontecem quando a vida das pessoas é posta à prova.
Assim, ele constroi armadilhas sangrentas para suas vítimas, cuja superação é
sinônimo de renascimento. Na prática, como deixa poucas opções de saída, elas
acabam se matando das piores formas.
Vilão
Com o passar dos filmes, o espectador passa a entender a motivação de John:
ele mesmo está morrendo de câncer e sente repulsa por aqueles que gozam de boa
saúde, mas a desperdiçam. Com a ajuda de dois capangas -- Amanda (Shawnee Smith)
e o policial Hoffman (Costas Mandylor) -- seleciona suas vítimas, mesmo depois
de ter morrido. Nesta última produção, por exemplo, Hoffman recebe as ordens
através do testamento de John. Com a ajuda de Jill (Betsy Russell), a viúva de
John, ele coloca em marcha seu último plano. Diferentemente dos outros filmes,
este tem a ver com vingança.
William (Peter Outerbridge) é um agente de seguros de saúde privados, cuja
especialidade é encontrar falhas na aplicação das apólices. Uma espécie de
supervilão moderno, que nega o pagamento de tratamentos de saúde mais caros a
quem precisa deles, entre eles, o próprio John.
Quando lançaram, em 2004, o
primeiro "Jogos mortais" durante o Festival de Sundance, James Wan e Leigh
Whannell (que saíram do projeto no quarto filme), acreditavam estar criando algo
novo. Estavam certos: deram início a uma geração de filmes extremamente
violentos - como "O albergue" (2006) e "Turistas" (2006) - cujo centro não é o
suspense, mas os requintes de crueldade.
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