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Em MS, médicos não aderem à paralisação e protestam 'às avessas'

Médicos aumentaram número de profissionais em unidade de saúde da capital. Setor reivindica melhores salários, condições de trabalho e aumento do efetivo.

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Em Mato Grosso do Sul, os médicos que realizam atendimento pelo SUS não aderiram à paralisação nacional e decidiram fazer um protesto às avessas na manhã desta terça-feira (25). Os médicos aumentaram a quantidade de profissionais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antônino, que é uma das mais movimentadas de Campo Grande. A manifestação é para chamar a atenção das autoridades em relação a baixa remuneração do setor, as más condições de trabalho nos hospitais e unidades de sáude, além da falta de investimentos na saúde.
 
?Diversos médicos estão prestando atendimento como voluntários aqui na unidade de saúde. Queremos mostrar para a população que com um número maior de profissionais, melhores salários e boas condições de trabalho, poderemos prestar um serviço de muito mais qualidade?, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed-MS), Marco Antônio Leite.
 
O presidente do Sinmed-MS afirmou ao G1 que o setor também reivindica o aumento do efetivo de profissionais, além de melhor gerenciamento dos recursos para a saúde pública. O Sindicato estima que cerca de dois mil médicos prestem atendimento para o SUS em Campo Grande. " O ideal é que o número de profissionais fosse de pelo menos quatro mil profissionais na capital, ou seja, o dobro do efetivo atual", enfatizou Leite.
Ele afirmou ainda que diversos médicos do estado estão deixando de atender no SUS por conta dos problemas e dificuldades enfrentadas pelo setor. ?Os salários não são condizentes com a responsabilidade que temos no trabalho e muito menos com o tempo que investimos em nossa formação. Além disso sofremos com a falta de materiais e de medicamentos, que é uma condição básica para um bom atendimento?, afirmou.
Os médicos pedem um piso salarial de R$ 9.188,22 para uma jornada de 20 horas semanais de trabalho. Em mato Grosso do Sul, o piso é de aproximadamente R$ 2,5 mil.
Mobilização nacional
 
Hoje, dia em que o SUS completa 23 anos de fundação, médicos que realizam atendimento na rede pública de saúde devem paralisar as atividades em aproximadamente 20 estados. Já os outros estados, que não aderiram à mobilização nacional, devem contar com manifestações pontuais.

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