Desde o mês de fevereiro, a Ordem dos Advogados de Mato Grosso do Sul tem participado de reuniões e ações contra a realização de trotes nas universidades do Estado. Para a Comissão Especial de Assessoramento Político, presidida pelo advogado Yves Drosghic, que integrou também a Comissão de Trote da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e fiscalizou a ação dos alunos no início do ano letivo, as instituições devem, conforme a atual legislação, serem responsabilizadas pelo trote violento, caso ocorra dentro dos portões das universidades.
?Precisamos criminalizar a conduta do trote para coibir, definitivamente, esta prática e estabelecer prisão de seis meses a dois anos para quem praticar esse delito?, destacou Yves.
Segundo ele, foi encaminhado um pedido de parecer à Comissão dos Advogados Criminalistas, da OAB/MS, que reafirmou a posição da Ordem e solicitou para que haja a responsabilização das instituições de ensino.
O presidente da Comissão de Advogados Criminalistas da OAB/MS, Luiz Carlos Saldanha Rodrigues Júnior, explica o adendo sugerido. "Sugerimos acréscimo de um dispositivo que responsabiliza, também, os diretores das instituições e os coordenadores de curso pelos trotes violentos, em qualquer local que ocorra".
Saldanha lembra do caso ocorrido em Campo Grande, no início deste ano, quando um universitário foi obrigado a tomar gasolina em um posto de combustíveis ao lado da instituição de ensino. "A universidade não foi responsabilizada", comentou.