Um garimpeiro localizou no final da tarde desta terça-feira (22), a cerca de 20 km a noroeste do município de Jacareacanga, no sudeste do Pará, em uma região de mata fechada, o bimotor Beechcraft BE 58 Baron, desaparecido desde o dia 18 de março. A aeronave, que transportava cinco pessoas a bordo, desapareceu cerca de uma hora depois de decolar do Aeroporto de Itaituba com destino à Jacareacanga. Ainda não há informações sobre as vítimas.
De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), um garimpeiro informou ter encontrado os destroços de um avião a 10 milhas do centro de Jacareacanga. Três militares da Força Aérea Brasileira (FAB), acompanhados de policiais militares, chegaram até o local indicado no início da noite e identificaram a aeronave.
Devido à falta de luminosidade, os militares não entraram no equipamento para identificar as vítimas. Equipes de busca estão no local para concluir a operação de resgate. Até o momento, ainda não foi possível confirmar a situação dos ocupantes do bimotor.
A aeronave de prefixo PR-LMN, pertencente à empresa Jotan Taxi Aéreo, prestava serviço à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde. De acordo com o ministério, estavam a bordo as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima e o piloto Luiz Feltrin.
O avião decolou às 11h40 e desapareceu cerca de uma hora e 20 minutos após o último contato. Uma das passageiras, a auxiliar de enfermagem Rayline, conseguiu enviar mensagem por celular para um tio. "Tio estou em temporal", diz um dos textos. Em seguida, outra mensagem afirma: "O motor está parando. Socorro, tio".
Segundo a FAB, A área já havia sido sobrevoada por diversas vezes, mas as condições da região não permitiam o avistamento aéreo. Ao todo, a FAB contabilizou mais de 230 horas de voo e a área coberta ultrapassou a 28 mil km² sobrevoados, equivalente a cinco vezes o território do Distrito Federal.
Durante 35 dias, foram engajados 50 militares da FAB na missão, sob a coordenação do Salvaero Amazônico. Um helicóptero H-60 Black Hawk, aeronaves P-95 Bandeirante Patrulha e SC-105 Amazonas, além da aeronave de patrulha P-3 AM. O mau tempo na região, especialmente a formação de nevoeiros, a cheia no rio Tapajós e a vegetação dificultaram os trabalhos.
O Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA I) do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) já iniciou as investigações dos fatores que contribuiram para o acidente. (*Com informações da Agência Brasil)