Saúde
Atendimento médico havia retornado após 9 meses
Indígenas da Aldeia Água Branca mantiveram a representação contra o médico da DSEI (Departamento Saúde Especial Indígena), por injúria racial. O cacique da Aldeia Água Branca, em Nioaque, Valmir Costa, lamentou a confusão e recuso no atendimento das comunidades da região.
De acordo com ele, o médico havia atendido quatro moradores, entretanto, havia tratado a indígena com rancor e nervosismo. O médico havia passado a xingar a mulher, avançando para pessoas que estavam aguardando o atendimento.
“A demanda é muito grande. Ele atende por hora, não por quantidade de pessoas. Ele começou a chamar ela de pobre e ela pediu socorro para comunidade que esperava, dizer palavrões para todo mundo. Nós encaminhamos sete pessoas para delegacia. Essa não é a postura de um médico”, lamentou.
O médico da unidade regional do polo de Aquidauana havia começado o atendimento, na tarde de terça-feira (27). “A liderança da aldeia Água Branca, repudiaram a conduta do médico. Aqui prestamos o respeito repudiamos quaisquer tipos de preconceito ameaça e falta empatia em relação da nossa comunidade".
Confusão
Após nove meses sem atendimento médico nas aldeias, lideranças indígenas participaram de uma reunião no MPF (Ministério Público Federal) e um profissional da saúde foi designado pelo DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) para a aldeia Água Branca.
Uma fila com 11 indígenas se formou para passar pelo atendimento médico, porém, após o quinto paciente ser atendido, uma confusão começou. Segundo apurado pela reportagem, o profissional começou a desrespeitar os indígenas e teria agredido mulheres.
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