Meio Ambiente
Entre as espécies soltas, destacam-se sete lobinhos, dois bugios, quatro corujas-buraqueiras
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) realizou, no último sábado, a reintegração à natureza de mais de 60 animais silvestres que estavam sob cuidados no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS). A soltura aconteceu no Recanto Ecológico Rio da Prata, em Bonito, em uma área preservada, ideal para a readaptação dos animais ao seu habitat natural. A ação marca mais um passo importante no trabalho de recuperação da fauna do estado.
Entre os animais soltos, destacam-se sete lobinhos (cachorro-do-mato), dois bugios, quatro corujas-buraqueiras, nove gambás, um periquito, uma maritaca, dois catetos e um grande número de aves, como cerca de 23 periquitos e mais de 20 jandaias. Esses animais passaram por cuidados e tratamento especializado no CRAS, recebendo atendimento veterinário, alimentação adequada e, quando necessário, reabilitação comportamental, visando à reintegração com a natureza de forma saudável e segura.
Aline Duarte, gestora do CRAS, enfatizou a importância da soltura, destacando que este é o reflexo do trabalho técnico minucioso e da parceria com diversas instituições comprometidas com a preservação ambiental. “Cada vez que devolvemos um animal à natureza, estamos contribuindo para a recuperação dos ecossistemas e o fortalecimento da biodiversidade. Nosso objetivo é proporcionar uma nova chance de viver em liberdade para esses animais”, afirmou Duarte.

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, também ressaltou o impacto positivo da ação para o meio ambiente e a fauna local. “Esta soltura reforça o compromisso do Governo do Estado com a preservação da biodiversidade e a sustentabilidade. Estamos investindo em políticas públicas que garantem a recuperação e o retorno seguro desses animais ao seu habitat natural, beneficiando o equilíbrio ecológico e a sociedade como um todo”, declarou Borges.
Os animais foram resgatados em diversas situações adversas, como atropelamentos, queimadas, tráfico ilegal e perda de habitat. Após o resgate, passaram por um tratamento rigoroso no CRAS, onde receberam cuidados médicos e nutricionais. Além disso, os animais passaram por um processo de reabilitação comportamental, preparando-os para viver novamente na natureza de forma autossuficiente.
O Recanto Ecológico Rio da Prata foi escolhido para a soltura devido à sua rica biodiversidade e práticas de conservação ambiental. A área oferece condições ideais para a adaptação e reprodução dos animais, com abundância de recursos naturais e segurança para sua reintegração ao meio ambiente. O local também é reconhecido por suas iniciativas de preservação da fauna e flora regional, tornando-se um santuário para a vida selvagem.
O CRAS, gerido pelo Imasul, é uma das unidades mais modernas do Brasil no atendimento a animais silvestres. O hospital do centro, com 1.153,33 m² de área construída, oferece infraestrutura avançada, incluindo salas de triagem, cirurgias, exames e cuidados intensivos. André Borges destacou o avanço que o hospital representa na proteção da fauna no estado. “Com uma equipe capacitada e equipamentos de ponta, o hospital tem sido fundamental no tratamento e reabilitação de animais vítimas de queimadas, tráfico e outras ameaças ambientais, sendo uma referência nacional”, concluiu o diretor-presidente.
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