Meio Ambiente
Dados do DETER estimam queda no desmatamento nos biomas do Pantanal, Cerrado e Amazônia no comparativo com o mesmo período de 2023
A estimativa de desmatamento no Pantanal entre agosto e novembro de 2024 é de 146,15 km², de acordo com o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (DETER), do INPE. Esse número representa uma redução de 77,2% em relação ao mesmo período de 2023. Já no Cerrado, o desmatamento estimado para o mesmo período é de 818 km², apresentando uma diminuição de 57,2% em comparação ao ano anterior. Na Amazônia, a redução estimada é de 2%.
Esses dados foram divulgados durante a 4ª Reunião Ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, realizada em 18 de dezembro de 2024. Na ocasião, também foram anunciados novos planos para combate ao desmatamento: o Plano de Ação para a Caatinga (PPCaatinga) e o Plano para o Pantanal (PPPantanal), complementando as iniciativas já existentes para a Amazônia (PPCDAm) e o Cerrado (PPCerrado). Os planos para a Mata Atlântica e o Pampa serão lançados em fevereiro de 2025, após consultas públicas.
Esses esforços têm como base o DETER, que emite alertas diários e auxilia ações de fiscalização e combate a crimes ambientais realizadas por órgãos como Ibama e ICMBio. Os dados do DETER estão disponíveis publicamente na plataforma TerraBrasilis e são essenciais para monitorar a evolução do desmatamento.
Entre as iniciativas estratégicas que contribuíram para a queda no desmatamento estão acordos entre o governo federal e governadores de áreas críticas como o MATOPIBA — região que engloba partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, além de um pacto com o Governo de Mato Grosso do Sul voltado para o controle do desmatamento no Pantanal. Também se destacam as novas legislações estaduais que restringem o desmatamento em áreas sensíveis.
Os planos de ação, como o PPCaatinga e o PPPantanal, têm como objetivo mitigar as causas do desmatamento, com foco em práticas de agricultura sustentável, regularização fundiária, e incentivo à bioeconomia, além de promover a preservação das florestas e a recuperação da vegetação nativa.
Essas ações são parte do compromisso do governo federal para alcançar a meta de "desmatamento zero" até 2030, que inclui o combate ao desmatamento ilegal e a compensação pelas emissões de gases de efeito estufa geradas por atividades ilegais. O trabalho conjunto de fiscalização, monitoramento por satélite e uso de tecnologias avançadas, como drones, tem permitido um combate mais eficiente às infrações ambientais.
Além disso, o governo tem incentivado a bioeconomia como uma alternativa de desenvolvimento sustentável, apoiando atividades que geram valor a partir da biodiversidade sem comprometer os ecossistemas. Com isso, o objetivo é garantir a preservação dos biomas e contribuir para a mitigação das mudanças climáticas.
Operação Sentinela
Investigação rastreou a produção do material a partir de arquivos publicados na internet; vítima foi localizada no imóvel durante cumprimento de mandado
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