Mais de 100 km a pé
Objetivo é superar a chuva e chegar a tempo de acompanhar a missa de amanhã
Calçando um par de chinelos e carregando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em uma pequena mochila, seu Antonio Arruda da Silva, de 64 anos, não ligou para o tempo chuvoso e começou ontem uma peregrinação com destino ao distrito de Piraputanga.
Familiares, incluindo a netinha de seu Antonio, registraram o início da jornada neste domingoFilho de nordestino e morador do Bairro Jardim Seminário, em Campo Grande, ele tem como ponto de chegada a capela da santa localizada na rodovia MS-450, a cerca de 115 km de seu ponto de partida, na BR-262.
Um sacrifício como esse tem uma causa nobre por trás: seu cunhado, a quem ele chama de “Pelé”, foi um dos milhões de brasileiros que contraíram a covid-19 e chegou a ser entubado durante sua estadia no hospital. Seu Antonio então pediu à Padroeira pela vida do cunhado – que felizmente conseguiu se recuperar – e prometeu que estaria presente na missa em sua homenagem, amanhã de manhã (13), como forma de agradecimento.
Na mochila, apenas a imagem da santa e muita disposição para cumprir a promessaFez parte da promessa também o veículo de locomoção que seria utilizado – no caso, os pés mesmo. A extensa caminhada leva mais de 24 horas para ser completada e mostra o nível de fé e força de vontade do senhor de Campo Grande.
No momento, seu Antonio segue firme em seu trajeto até a Capela de Nossa Senhora Aparecida, entre os distritos de Piraputanga e Camisão. O Pantaneiro vai acompanhar a conclusão dessa história e trará mais detalhes.
Destino é a capela no distrito de Piraputanga, às margens da MS-450
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