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Índia que estava desaparecida é encontrada morta em MS

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Abandonada pelo marido e desaparecida há quatro dias, a índia caiová Juliana Balbino, 39 anos, foi encontrada morta na noite de sábado em uma fazenda em Amambaí, em Mato Grosso do Sul, divisa com o Paraguai, extremo sul do estado.


É o 20º assassinato deste ano de indígenas que vivem na região, onde o índice de suicídio também é alto. De janeiro até julho foram registrados 19 casos. No mesmo período aconteceram 15 mortes de crianças indígenas, subnutridas.


Soma-se a esse quadro as brigas com lesões graves, principalmente provocadas por armas brancas, sendo no mínimo um caso por dia somente em Amambaí, onde vivem 12 mil índios em duas aldeias. A situação é mais grave em Dourados, com 12 mil indígenas vivendo em 10 mil hectares.


Concentração


O coordenador estadual do Conselho Indigenista Missionário, Egon Hech, afirma que a violência vai continuar aumentando nas 74 aldeias do MS, devido à concentração de índios, por metro quadrado.


Em Dourados, por exemplo, a média é de 331 índios por quilômetro quadrado, enquanto para população não indígena, a média é de 40 habitantes para a mesma área, na cidade.

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