Policial
Moradores do Jardim Columbia saqueiam neste momento os produtos da empresa Sadia que caíram sobre a pista da BR-163, na saída para Cuiabá. São apresuntados, salsichas, mortadelas. De acordo com o motorista do caminhão de placas AJJ-0602, de Marechal Cândido Rondon (PR), Emerson Luiz Cologni, de 38 anos, são pelo menos 28 toneladas de produto estimados em R$ 65 mil. O motorista do caminhão não impediu as pessoas de recolherem a carga. "Vai perder mesmo", frisa Cologni.
Acidente
O acidente aconteceu por volta das 7 horas. O caminhão da Sadia saiu de Jundiaí (SP) e seguia Várzea Grande (MT). No trecho a 14 quilômetros do Centro da Capital, na BR-163 próximo ao Jardim Columbia, ocorreu o acidente. Segundo o condutor do caminhão, que sofreu apenas escoriações, um ônibus fez uma ultrapassagem brusca e ele teve que frear bruscamente. Um dos pneus dianteiros estourou e o caminhão que transportava frios acabou tombando perto da ponte do córrego Botas.
"Graças a Deus não aconteceu nada de mais grave. Moro em Toledo (PR) e estou na firma (Sadia) há 20 anos", diz o motorista.
Um outro veículo acabou capotando próximo ao local onde o caminhão tombou.
Segundo informações dos bombeiros, Izael Silva de Oliveira, de 44 anos, fazia o sentido contrário numa caminhonete D-20 de placas HEJ-5472, de Campo Grande, quando viu o acidente. Ele freou e acabou capotando. Foi levado para o Pronto-med da Santa Casa com escoriações leves, de acordo com os bombeiros.
O tráfego no local está lendo. Um congestionamento de cerca de 1 quilômetro se forma no local sentido Campo Grande/São Paulo. Apenas os veículos que vêm do Mato Grosso estão podendo cruzar a BR-163.
Quem mora perto do local comemorou, de certa forma, a liberação para o saque dos alimentos. Mas, por outro lado, os moradores reclamaram do risco de acidentes no local. O servente Luiz Cipriano dos Santos, de 36 anos, disse que o tráfego de caminhões é o principal risco aos ciclistas e pedestres que moram na região e têm que transitar pela rodovia. A BR-163 é o principal trecho para escoamento de grãos para exportação. A produção segue de Mato Grosso para o Porto de Santos (SP).
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