Policial
Para frustrar plano de atentados em seqüência e resgate de presos no Ceará, nove presos envolvidos com o assalto ao Banco Central de Fortaleza foram transferidos para o Presídio Federal de Campo Grande, em operação ocorrida ontem à noite, com aparto de segurança formado por agentes do Departamento Penitenciário Nacional e Polícia Federal.
O plano dos presos foi descoberto a partir de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça Estadual, conforme publicação hoje do jornal O Povo (CE). Nos diálogos interceptados, foram citados nomes e como as ações deveriam acontecer.
Os presos chegaram por volta das 20 horas em Campo Grande e foram levados para a área de triagem, onde podem permanecer até 30 dias. Nesse setor, recebem as instruções do funcionamento do presídio e têm os cabelos raspados.
Do Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), em Aquiraz, foram transferidos: os cearenses Antônio Edimar Bezerra, Lucivaldo Laurindo e Jeovan Laurindo; os paulistas Fernando Carvalho Pereira, José Almeida de Santana e Marcos de França; e o mineiro Davi Silvano da Silva. No Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO II), em Itaitinga, a PF recolheu Raimundo Laurindo Barbosa Neto, o "Neto Laurindo". E da Casa de Custódia de Caucaia saiu o acusado Marcos Rogério Machado Moraes, o "Rogério Bocão". Desses, Antônio Edimar, Lucivaldo, Davi Silvano e Marcos de França já receberam condenações pelo furto ao BC e recorrem da sentença. Os demais aguardam o julgamento.
O assalto ao Banco Central de Fortaleza ocorreu entre os dias 5 e 6 de agosto de 2005. A quadrilha arrombou o caixa-forte e retirou o dinheiro por meio de um túnel de 80 metros, escavado em uma casa alugada a dois quarteirões de distância. Ao todo, os criminosos levaram R$ 164,8 milhões. Na investigação, 23 pessoas foram denunciadas pela participação no maior assalto a banco na história do País.
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