Policial
Pressionado pela Comissão de Ética Pública a optar por um dos dois cargos que vinha acumulando --o de ministro do Trabalho e o de presidente do PDT-- Carlos Lupi decidiu pedir licença da presidência do partido, informa matéria publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
A decisão de deixar a liderança do partido foi tomada depois de uma reunião com o presidente da comissão Sepúlveda Pertence. "Mesmo considerando que eu estou dentro da legalidade, garantida pela Constituição brasileira, eu não quero criar um constrangimento maior ao presidente da República de ele ter que fazer a opção", disse o ministro.
A licença de Lupi, conforme reportagem da Folha mostrou ontem, não alterará a forma de atuação do partido dentro do ministério. Desde que assumiu a pasta, em abril do ano passado, Lupi loteou os postos-chave do ministério com integrantes da máquina do PDT.
A Folha Online apurou que Lupi não quis se afastar nesta quarta-feira (5), quando adiou sua decisão sob apoio da Executiva Nacional, porque ficou irritado com a pressão de integrantes do governo para deixar a presidência do PDT.
O ministro disse ser vítima de uma das "maiores perseguições" que já presenciou no país.
Lupi é investigado na comissão por duas denúncias. Na primeira, em dezembro, o órgão concluiu que havia incompatibilidade entre a função de ministro e a de presidente do PDT. A segunda analisa o possível privilégio dado pelo ministério ao PDT no fechamento de convênios com ONGs ligadas ao partido.
O ministro nega o suposto favorecimento.
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