Policial
Três pessoas, inclusive o presidente de uma Câmara Municipal, foram assassinadas na quinta-feira na localidade paraguaia de Capitán Bado, na fronteira com o Brasil, região estratégica para o narcotráfico e assolada por uma onda de violência nos últimos dias.
O promotor Miguel Rojas disse a jornalistas que o presidente da Câmara local, Epifanio Palacios, foi assassinado dentro de sua casa junto com o genro e outro homem. Foi o segundo homicídio múltiplo em menos de uma semana na cidade, que fica cerca de 550 quilômetros ao norte de Assunção.
Rojas disse que os bandidos chegaram em duas caminhonetes e atiraram contra Palacios, que entrou na sua casa buscando proteção. Foi perseguido e morto à queima-roupa no banheiro.
- Receberam muitíssimos tiros - disse o promotor acrescentando que o fato é 'similar' ao que ocorreu no domingo, quando sete pessoas morreram baleadas enquanto jogavam baralho dentro de uma casa. As autoridades vincularam o crime com a recente prisão de um suposto traficante brasileiro. Depois do ocorrido, moradores da pequena cidade, fronteiriça à brasileira Coronel Sapucaia (MS), criticaram o ministro do Interior, Libio Florentín, a quem pediram mais segurança.
- Não temos respaldo das autoridades. Cometem assassinatos bárbaros na nossa comunidade e (as autoridades) nos dizem que não têm condições de atender às nossas necessidades - disse o vereador Rodrigo Zarza a uma rádio local.
Florentín, que há alguns dias admitiu que sua pasta não tem recursos para controlar os quase cem quilômetros de fronteira seca entre Brasil e Paraguai nessa região, determinou o envio de reforços policias a Capitán Bado.
- Queremos que as pessoas ali se sintam seguras. Vamos fazer todo o esforço para esclarecer esses fatos - disse o ministro.
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