Policial
A Polícia Civil de Aquidauana conseguiu encontrar durante diligências realizadas na área do pesqueiro Jenipapo, região do 21, a arma utilizada pelo jovem Cristiano para assassinar Saulo Ferreira de Arruda, na noite deste domingo, no centro de Aquidauana.

O revólver marca Taurus, calibre 3.57, cabo de madeira, oxidado, com duas munições deflagradas e quatro intactas, foi encontrada dentro de um galpão abandonado no pesqueiro Jenipapo.
O crime
Às 19h30min de domingo (31/08), os bombeiros de Aquidauana socorreram na Rua Bichara Salamene, centro (na Estação Ferroviária) Saulo Ferreira de Arruda, 23 anos, que foi atingido com dois tiros, um no rosto e outro no tórax.
No local estava sendo realizada competição de som automotivo, quando Saulo e o acusado dos disparos, Cristiano Loureiro Salini 21 anos iniciaram uma discussão resultando na morte de Saulo.
No mesmo momento a Polícia Militar recebeu informações de populares de que Cristiano teria fugido em uma moto em direção a BR 262, fato confirmado pelo acusado que se apresentou na tarde de segunda-feira (01/09) confessando a autoria do crime ao delegado da Polícia Civil, José Raimundo.
Além de Cristiano, o delegado decretou a prisão de Jorge Ferreira Nogueira, 25 anos, pessoa que teria auxiliado o executor na fuga do local.
Jorge teria sido abordado por Cristiano próximo ao Hotel Aquidauana Palace, levando-o até o trevo do km 21. Cristiano então se dirigiu ao pesqueiro Jenipapo, onde reside seu tio.
Em depoimento a polícia, Cristiano, que foi indiciado por homicídio qualificado e confessando a autoria do crime, alegou que somente efetuara o primeiro disparo porque se viu ameaçado de agressão pela vítima e, o segundo disparo, porque havia ficado apavorado com o tumulto que se formou e o praticou mais com intuito de conseguir fugir do local.
Jorge, indiciado por "favorecimento real", isto é, auxiliar pessoa que acaba de cometer um crime, confessou ter dado carona para Cristiano, uma vez que ele estava muito nervoso e com a arma em uma das mãos.
Para a conclusão do caso, o Delegado de Polícia espera, nos próximos dez dias, ouvir outras testemunhas do fato para confirmar ou não a versão apresentada pelos dois presos.
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