dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/04/2009 às 08:15
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Uma menor atendida em unidade do Rio contou que é explorada sexualmente por traficantes, sendo obrigada a fazer programas em troca de R$ 1,99 e crack. É o que mostra reportagem de Waleska Borges e Antônio Werneck, publicada na edição desta segunda-feira do jornal O GLOBO.
Menores prostituídos seriam obrigados a pagar R$ 10 por noite de propina a policiais.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da Secretaria municipal de Assistência Social, Marcelo Cunha, a exploração sexual infantil tem crescido por causa do uso de crack pelos menores.
Para diminuir a incidência de jovens que deixam os abrigos e voltam para as situações de risco, os pais passarão a ser tratados como parte do problema.
A Secretaria municipal de Assistência Social anunciou que, ainda este mês, cada Centro de Referência da Assistência Social (Cras) terá uma Escola de Pais, onde os responsáveis por menores em abrigos receberão entre três e seis meses de palestras e acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais.
A exploração sexual de menores como nova fonte de renda do tráfico foi revelada sábado pelo GLOBO na reportagem que mapeou a atividade em nove bairros das zonas Sul e Norte do Rio.
Com jornadas de até seis programas numa mesma noite, adolescentes e crianças recebem pequenas quantias para fazer sexo em hotéis, dentro de carros e até mesmo em calçadas com iluminação ruim.
Meninas e meninos ouvidos pelo GLOBO disseram ser obrigados a pagar até R$ 50 por dia a traficantes.
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