Policial
Sem provas, a Justiça determinou que fosse solto, nesta tarde, o vigia apontado como suspeito de invadir o quarto de um paciente de 13 anos e abusar sexualmente dele. O escândalo ocorreu no dia 24 de abril, quando o menino, internado há 9 dias no Hospital Universitário com tuberculose, pediu ajuda aos funcionários que chamaram a polícia.
O advogado Luiz Cezar Borges Leal disse ao Midiamax que o menino mentiu desde o princípio e incorreu em contradições, segundo constatação nos depoimentos policiais. Faltaram testemunhas de que o vigia, que era acompanhante de outro paciente, teria ido até o quarto do menino. Ele destaca, ainda, que única prova material da polícia - um material com aparência de esperma - tratava-se, na realidade, de uma pomada. "O laudo foi claro. Após exames no menino e no meu cliente não constatou que tivesse havido ato libidinoso", diz.
Como a Vara da Infância e Adolescência garantiu a liberdade provisória do suspeito, o Ministério Público Estadual pediu o arquivamento do processo, e daqui para frente o vigia vai buscar seus direitos para que sejam reparados os danos dos quais se considera vítima.
"Meu cliente vai processar o hospital pela falta de segurança, o Estado porque a Polícia Civil deu ordem de prisão sem ter prova alguma e estamos estudando se vamos processar a família do menino. Sabemos que é também muito pobre, mas ainda é cedo para dizer sobre isso", explica o advogado.
O vigia é casado, pai de um jovem de 18 anos, nasceu em Chapecó (SC) e morava há 35 anos em Campo Grande. "Ele nunca foi indiciado. São pessoas humildes [família dele] e o único bem que eles têm é o nome que foi jogado na lama", finaliza o advogado.
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