Policial
O preso do EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima), Antonio Carlos da Silva de Oliveira, 41, foi encontrado morto hoje dentro de uma das celas do Pavilhão 2. Com sinais de espancamento por todo o corpo a suspeita é de que ele não teria suportado as agressões físicas que teriam partido de um grupo.
Havia pelo menos 20 presos na cela. O caso chegou para a polícia como suicídio, mas os peritos ao chegarem ao presídio se depararam com a situação: preso com as mãos amarradas, com lesões por todo corpo e sem vida. O silêncio tomou conta do local. Ninguém fala nada.
Segundo informações do presídio, tudo leva a crer que ele tenha sido agredido por um grupo. Quem são as pessoas deste grupo ainda é incógnita. Oliveira é de Cassilândia, era conhecido como Cabanha, e cumpria pena desde 2005 por homicídio e lesão corporal, era reincidente.
Chegou a ser cogitado que ele era membro do PCC (Primeiro Comando da Capital). Mas, conforme informações da Máxima, Oliveira era considerado tranquilo, não tinha voz de liderança e era saudável. "É isso. Muito presos para poucos funcionários. A capacidade aqui é para 400 presos e temos 1.700 dá nisso", finaliza um dos servidores da Máxima que acompanha o caso. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal e após a necrópsia, a família deverá levá-lo para o velório em Cassilândia.
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