X

Policial

Polícia Federal prende 26 pessoas suspeitas de desviar R$ 38 milhões em Mato Grosso

Compartilhe:

A-

A+

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira, 26 pessoas suspeitas de participação em um esquema de fraude de licitações e desvio de verbas federais no Estado do Mato Grosso. Os prejuízos causados pelo grupo aos cofres públicos, de acordo com estimativa realizada pela Controladoria Geral da União (CGU), podem ultrapassar R$ 38 milhões.

A Operação denominada Atlântida cumpriu também 35 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e nas cidades da região do Vale do Araguaia. A justiça decretou ainda o sequestro dos bens de 33 investigados, sendo 26 pessoas físicas e 7 empresas. O valor apreendido em bens ainda não foi divulgado.

Segundo a PF, o esquema contava com a participação de servidores públicos, integrantes de comissões de licitações, funcionários da Secretaria de Estado e Infra-estrutura (Sinfra) e um empregado da Caixa Econômica Federal (CEF).

A fraude

De acordo com a PF, a quadrilha atuava com o objetivo de frustrar - mediante ajuste e combinação de propostas - o caráter competitivo de licitações de obras de engenharia e pavimentação asfáltica cujos recursos vinham de convênios firmados entre municípios da região e o Governo Federal.

Na primeira etapa da fiscalização foram realizadas análises de processos licitatórios e inspeções visuais nas obras de engenharia. Em outra fase, agentes foram a campo verificar se o que havia sido de fato feito estava em conformidade com o serviço contratado.

Para isso, explica o órgão, técnicos abriram trincheiras no pavimento, a fim de determinar as características das camadas executadas (materiais e espessura) e coletar amostras de solo para realização de exames laboratoriais.

"Além das fraudes nos processos licitatórios, comprovou-se que uma das formas utilizadas para desvio de recursos públicos era a subexecução da terraplanagem nas obras de pavimentação asfáltica, por intermédio da realização de espessuras bem menores", diz nota da PF.

O material apreendido durante a operação será analisado pela PF e pela CGU. Na sequência, será anexado ao inquérito policial que, conforme a PF, deverá ser concluído no prazo de cinco a dez dias.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, fraude em licitação, falsidade ideológica e advocacia administrativa.

Atlântida

A PF explica que ação foi batizada como “Operação Atlântida” em alusão ao mito narrado por Platão no diálogo Crítias, no qual diz que Atlântida (ou Atlantis) "cidade esplendorosa, com arquitetura monumental e engenharia avançada, era uma nação próspera até que a corrupção dos atlantes os conduziu à desobediência das leis fundamentais, motivo pelo qual mereceram o castigo de Zeus".

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Governo de MS destina equipamentos de perícia a Aquidauana e outras cidades

SEGURANÇA PÚBLICA

Governo de MS destina equipamentos de perícia a Aquidauana e outras cidades

Município receberá aparelhos para exames e avaliações médico-legais; investimento estadual supera R$ 2 milhões e alcança outras regiões

Morre José Amaro da Silva, veterano da FEB, aos 106 anos

MEMÓRIA

Morre José Amaro da Silva, veterano da FEB, aos 106 anos

Pernambucano integrou as tropas brasileiras na Itália; Censo de setembro apontava menos de duas dezenas de ex-combatentes vivos no país

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo