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'Ela bebeu porque quis', diz suspeito de estuprar enteada de 3 anos

Mãe e irmão de vítima serão ouvidos nos próximos dias

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O pedreiro, de 54 anos, preso em flagrante por suspeita de estupro da enteada de três anos, no Bairro Santa Carmélia, nesta quinta-feira (2) afirmou em depoimento à Polícia Civil que a criança bebeu porque quis. Ele foi flagrado pela vizinha e preso pela PM (Polícia Militar) em um bar da região. Em audiência custódia realizada nesta sexta-feira (3), o juiz manteve o pedido de prisão preventiva.

A prisão ocorreu, por volta das 12h40, em um bar do Bairro Santa Carmélia. O suspeito havia fugido de casa após ser flagrado, abusando da enteada, por três testemunhas.

Segundo o registro policial, o casal havia bebido durante toda a manhã e a mãe da menina 'apagou'. Se aproveitando da situação, o suspeito pegou a criança e se dirigiu até a varanda do fundo da residência, onde arriou as calças, colocou a menina sem calcinha em seu colo e passou a estuprá-la. Três pessoas testemunharam o crime.

Os gritos da menina - "Ai papai, para papai" -, chamaram a atenção da vizinha, que decidiu olhar por um buraco no muro. A mulher correu para a rua e pediu a ajuda de uma agente de saúde, que passava em frente a casa, que acionou a PM. Neste tempo, a filha da vizinha também chegou em casa e flagrou o crime.

O pedreiro suspeitou do movimento e saiu da casa, mas foi preso minutos depois, em um bar, pela PM.

Na casa, a polícia constatou o forte odor etílico vindo da criança. Questionado sobre a situação, o homem tentou se justificar à polícia dizendo que a criança bebeu voluntariamente. "Ela bebeu porque quis, bebeu sozinha".

A criança já passou por exames no Imol (Instituto Médico de Odontologia Legal) e está abrigada e sob os cuidados do Conselho Tutelar.

Durante a prisão em flagrante, o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Dpca (Delegacia de Protecao a Crianca e ao Adolescente), já havia feito o pedido de prisão preventiva, e na audiência de custódia realizada nesta manhã, o juiz acatou e manteve a prisão. O suspeito aguardará julgamento no Ptran (Presídio de Trânsito) de Campo Grande.
A mãe da criança, de 41 anos, e o irmão da vítima, de 22, que não morava com o casal, serão ouvidos no próximos dias. Se comprovada a participação ou facilitação da prática do crime, a mulher poderá responder pelos crimes e também por abandono de incapaz.

A Polícia Civil não informou se o abuso foi praticado pela primeira vez ou se já ocorria há algum tempo. A pena do crime de estupro de vulnerável é de 8 a 15 anos de prisão; já o fornecimento de bebida alcoólica para menores é de 2 a 4 anos.

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