Fétido!
Carne podre, papelão e até substâncias cancerígenas estavam sendo consumidos
Chocados! É assim que muitos brasileiros disseram estar, em depoimentos nas várias redes sociais, na medida em que foram tomando conhecimento de algumas práticas adotadas por empresas do setor de carne, tornadas públicas através da Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta feira, 17, pela Policia Federal. “Estamos comendo isto?” indagou Cristina Fátima Melo, 32, na medida em que lia informação contida no Site Uol.
O alvo principal da operação, considerada a maior do país, está sendo a BRF, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e a JBS, que detém as marcas Friboi, Seara, Swiff, entre outras. Em torno de 1100 policiais estão participando de buscas e apreensões em São Paulo, Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.
Entre os casos chocantes, está uma indústria de processamento de alimentos de Curitiba, a Peccin Agroindustrial Ltda. Os fiscais que participaram do esquema de fiscalização estavam fazendo vistas grossas a diversas irregularidades, em troca de propina. Entre as ilicitudes, estava a utilização de carne podre na fabricação de salsichas e linguiças, com adição de substâncias cancerígenas para “maquiar” a matéria prima estragada. Ao todo quarenta empresas estão sob investigação.
Conforme o delegado responsável pela Operação, Maurício Moscardi Grillo, existe o caso de uma empresa que estava liberando carne com salmonela e até com misturas de papelão. “Realmente é de assustar”, disse, lembrando o cuidado que o consumidor precisa ter na hora de comprar um produto. Em muitos dos casos que estão sendo apurados existe o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA. Políticos ligados ao PMDB e PP, cujos nomes não foram divulgados, estariam por trás dos esquemas.
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