Advogada de 72 anos teria sido amarrada com fio pela boca e pescoço e pode ter sido morta por asfixia
Vanessa Ricarte
Publicado em 29/03/2018 às 07:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:01
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de MS, manifestou pesar após tomar conhecimento sobre a morte da advogada registrada no órgão, Clarinda Tamashiro, encontrada amarrada e sem vida na tarde desta quarta-feira (28), no Bairro Alto, em Aquidauana. O caso comoveu a cidade, já que Clarinda administrava um dos armazéns mais antigos, a Casa Tamashiro, desde 2015, após a morte do marido, Jorge Tamashiro.
Segue a nota na íntegra:
É com profunda indignação e pesar que a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) informa o falecimento da advogada Clarinda Tamashiro, encontrada morta na tarde desta quarta-feira, no Bairro Alto, em Aquidauana.
Conforme apurado pela imprensa local, a polícia acredita que a vítima tenha sido alvo de latrocínio e segue investigando o caso.
A advogada é viúva de Jorge Tamashiro, dono de um dos armazéns mais antigos da cidade, e considerado um dos pioneiros no município. Clarinda deixa um filho, o médico Sérgio Tamashiro.
Suspeita de latrocínio - A advogada Clarinda Tamashiro foi encontrada morta na tarde desta quarta-feira, no Bairro Alto. A idosa estava amarrada e nua no depósito da família localizado na Rua Estevão Alves Corrêa. O principal suspeito é um adolescente de 16 anos que foi apreendido no local. Pode ser que outras pessoas estejam envolvidas, já que o depósito estava fechado desde a manhã de ontem.
A polícia acredita que a vítima tenha sido alvo de latrocínio, que é roubo seguido de morte e, por enquanto, não é descartada hipótese de violência sexual. O adolescente foi flagrado por comerciantes da região espiando sobre o muro de dentro do quintal para fora, chamando atenção.
Ele foi detido e então populares foram ao depósito, onde se depararam com a vítima morta e acionaram a polícia. O garoto estava com os bolsos cheios de dinheiro e já havia assaltado a vítima em outras três ocasiões. Em dezembro do ano passado, roubou celular e R$ 5 mil dela, mas respondia pelos atos em liberdade.
Existe a possibilidade de que, quando o menor chegou ao local, a mulher já estivesse morta, mas somente a perícia pode confirmar após série de laudos. A advogada ficou viúva em 2015 e desde então cuidava do armazém que era do marido. A Polícia Civil investiga o caso.
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