Maldade
Médico legista diz ainda que existem lesões mais antigas na criança. Pai e madrasta foram presos em flagrante pelo crime, na quinta-feira (16)
Agressões na cabeça, pescoço e pancadas nas costas, que causaram dilaceração no fígado e morte de bebê de 1 ano e seis meses. É o que apontou a perícia, após análise no corpo do menino, segundo afirmou ao G1 o delegado Marcelo Damaceno, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Dourados, a 214 km de Campo Grande.
"O pai e a madrasta passaram a noite aqui na delegacia e vão permanecer presos pelo crime de maus tratos qualificado pela morte. Em depoimento, eles negaram e alegaram que a criança morreu por conta de causas naturais. No entanto, o laudo de necropsia foi claro ao dizer que houve agressões externas", comentou Damaceno.
O médico perito também ressaltou que existem lesões mais antigas, sem precisar o período. "A principal lesão, que causou a morte, foram pancadas nas costas, que quebraram costelas e o menino acabou tendo dilaceração no fígado. Nesta sexta (17), vamos ouvir a mãe da madrasta, pois ela esteve na casa pouco antes de acionarem o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu)", disse o delegado.
A mãe biológico do menino já participou de oitivas. "Ela não estava no momento dos fatos. A guarda também estava com o pai, conforme nos disse o Conselho Tutelar", finalizou.
Entenda o caso
O pai, João Rodrigo Leite, de 24 anos, e a madrasta, Jéssica Leite Ribeiro, de 21 anos, foram presos nessa quinta-feira (16), suspeitos pelo crime. Horas antes, socorristas foram chamados para atender o menino que estaria engasgando e constataram indícios de agressão. O bebê de 1 anoestava no local há 9 dias. A morte ocorreu durante a manhã. À tarde, houve o flagrante.
Na delegacia, a mãe do bebê disse que nunca percebeu comportamento estranho, e que neste momento, quer apenas justiça: "Eu espero que pague, porque, é uma criança. Eu nunca esperava estar aqui". Ela contou à polícia que tem medidas protetivas contra o ex-companheiro e a mulher dele, por agressão.
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