Reflexo rápido
Ela jogou telefone e falou para assaltante: Agora não tem mais celular! Postagem nas redes sociais rendeu até "homenagem" de caricaturista
Vendedora de sanduíches, promotora de eventos, maquiadora, corretora de imóveis e até bartender no período noturno. As multifuncões, acumuladas ao longo do tempo por Paula Mayelle Ocumoto, de 25 anos, trouxeram experiência, longas caminhadas pelos bairros de Campo Grande e, infelizmente, também muitos assaltos. Foram 9 vezes nos últimos anos, com 2 reações nas quais ele "não recomenda para ninguém".
Paulinha, como é conhecida, já foi personagem do G1 quando trocou o trabalho em uma loja de grife, para vender os lanches naturais e a renda então aumentou em 80%. A decisão veio quando ela fazia faculdade de arquitetura e teve a ideia para custear os estudos.
"Eu ando muito a pé pela cidade, por conta dos meus compromissos e porque ainda não tirei a CNH [Carteira Nacional de Habilitação]. Na época dos sanduíches, acho até que fiquei marcada, pois me abordaram duas vezes para justamente pegar a minha térmica. Depois, saindo da academia já fui alvo, quando ia para shows no parque das exposições, andando em avenidas da cidade e recentemente, quando estava atuando como promotora de eventos e deu a hora do meu intervalo", afirmou Paulinha.
Este fato ocorreu há 3 semanas ali nas proximidades do mercado onde a vítima estava trabalhando, na avenida Brilhante. Logo depois, Paulinha conseguiu as imagens de circuito interno, de uma dentista que ela conhecia e atuava nas proximidades.
"Eu peguei o celular para ligar para o meu patrão e avisar que estava saindo para o almoço. Sem querer, apertei para fazer chamada de vídeo. Bem na hora, dois assaltantes me abordaram e meu gerente viu e até ficou gritando, perguntando o que estava acontecendo. Eu me cansei, estava estressada com tantos assaltos e então reagi", comentou Mayelle.
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Reação inesperada
Conforme a jovem, o passageiro da moto desceu e exigiu o telefone celular. "Vi que ele parecia estar apenas com o dedo, simulando estar armado. Até fiquei olhando, procurando, porém, como não vi nada, tive essa reação. Eu joguei o celular na casa de uma pessoa desconhecida e fiquei repetindo: Agora não tenho mais celular! Agora não tenho mais celular! Ele não acreditou, ficou meio bobo me olhando no meio da rua e foi embora", ressaltou.
Em seguida, a proprietária já saiu da casa, abriu o portão e chamou Paulinha para entrar. "Ela me deu água, pediu que eu ficasse calma e devolveu o meu celular. Tive uma reação desta acho que por conta da raiva que já passei. A outra vez, em setembro do ano passado, foi quando eu estava em um restaurante no bairro Taquarussu, perto da minha casa. Quando o assaltante fechou as portas do local, fui para um canto e escondi o celular. Em seguida, fiquei lá observando alguma tatuagem e vi até o momento em que ele pegou a chave do carro de um cliente", lamentou.
Atualmente, Paulinha disse que está agilizando a burocracia para tirar a CNH. "Enquanto isto eu comprei um spray de pimenta e estou até pesquisando aquele aparelho que dá choque. Eu preciso trabalhar e agora continuo andando, porém muito mais atenta", finalizou.
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Jovem fez postagem dos assaltos após conseguir imagens da abordagem no consultório de uma dentista que ela conhecia — Foto: Reprodução/Facebook
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