Execução
O promotor do Ministério Público paraguaio, Hugo Volpe, afirmou que Laura era sócia de Jorge Prieto
A advogada Laura Marcela Casuso, de 54 anos, executada a tiros na noite desta segunda-feira (12), em Pedro Juan Caballero, fronteira com Mato Grosso do Sul, era sócia de Jorge Prieto, advogado de Marcelo Piloto, de acordo com o Ministério Público do Paraguai.
Segundo o promotor do Ministério Público paraguaio, Hugo Volpe, "O advogado de Piloto é Prieto, que trabalhou com Laura na defesa de Jarvis, por isso a confusão" afirma.
Laura era advogada do traficante sul-mato-grossense Jarvis Pavão, apontado pela polícia brasileira como um dos maiores fornecedores de cocaína para o Brasil, que está cumprindo pena no presídio federal de Mossoró (RN).
Câmeras de segurança registraram execução
De acordo com a polícia paraguaia, Laura Casuso participava de uma reunião com um grupo de mulheres em um bairro afastado da região central de Pedro Juan Caballero. Na saída, ela é abordada por um homem encapuzado que atira várias vezes e foge em uma caminhonete preta.
Laura ainda foi levada pra uma clínica particular do município paraguaio, mas não resistiu aos ferimentos. No local do crime, a polícia recolheu mais de dez cápsulas de calibre nove milímetros.
Uma mulher que estava na reunião prestou depoimento no Ministério Público. De acordo com German Areválos, chefe da investigação, até o momento, a polícia dispõe de poucas informações:
"Estamos também atrás das pistas das pessoas que estavam na casa para saber do que se tratava a reunião, para nós isso é de vital importância. Pedimos apoio da também do departamento de Amambay para termos mais informações, porque o que temos até agora é muito pouco", declara.
O celular da vítima ainda não foi encontrado. Os investigadores também buscam informação do carro usado pelos atiradores.
Advogada tentou impedir extradição de Jarvis Pavão
Laura era advogada de vários brasileiros suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai, além de Jarvis Pavão. Ele foi extraditado para o país em dezembro no ano passado, e na época, a advogada tentou impedir a extradição dele por várias vezes.
Uma das linhas de investigação para a morte de Laura, segundo a polícia, é a disputa pelo controle do tráfico de drogas na região, que enfrenta uma onda de assassinatos. Segundo a polícia paraguaia, somente entre os dias 13 e 20 de outubro, ocorreram 12 execuções na região.
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