Operação Expurgo
Foram deflagrada hoje cumpre 27 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão
Os mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio de Janeiro que foram cumpridos em Mato Grosso do Sul por conta da Operação Expurgo foram cumpridos diretamente no sistema prisional do Estado já que as pessoas encontram-se custodiadas nas unidades prisionais. Foi um mandado de prisão para o Presídio da Gameleira e dois mandados para o presídio de segurança máxima.
A manhã desta terça-feira (25) começou movimentada para a Polícia Federal em pelo menos seis estados, entre eles Mato Grosso do Sul. A Operação Expurgo, deflagrada hoje cumpre 27 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão.
Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bangu (RJ), em investigação sobre as atividades criminosas de lideranças e dos principais integrantes de uma facção do crime organizado que atua em âmbito nacional. Os mandados estão sendo cumpridos em Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul.
Investigando desde 2018 a Polícia Federal acredita que os líderes da organização objetivavam expandir sua atuação no estado do Rio de Janeiro, inclusive, contando com aproximação e parceria de outras facções já atuantes no estado.As diligências identificaram que os líderes, mesmo já presos, desempenhavam a “gestão criminosa” de dentro de presídios estaduais, de onde replicavam ordens e tomavam decisões a exemplo dos chamados “salves” dados pela cúpula da organização.
A rede criminosa mostrou-se estruturada e organizada, com base na hierarquia e disciplina, regidas por ”Estatuto” e “Dicionário Disciplinar” próprios que estabeleciam condutas, protocolos a serem seguidos e até a aplicação de sanções em caso de descumprimento das determinações.
Ainda de acordo com as investigações, a organização criminosa se comunicava por aplicativos e orientava a divisão de tarefas, permitindo a definição de atividades diárias, a realização de debates e a tomada de decisão; bem como a difusão de diretrizes a serem adotadas pelos membros e o monitoramento das atividades das forças de segurança estaduais.
Além do crime de integrar organização criminosa, os presos serão autuados pelos crimes de tráfico de drogas e armas, sem prejuízo de outras condutas ilícitas eventualmente identificadas no decorrer das investigações.
O nome da Operação faz referência ao movimento da Polícia Federal de desfazer a estrutura da organização criminosa, evitando a sua expansão e domínio no estado do Rio de Janeiro.
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