Policial
Ação, que visa o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão, barreiras, fiscalização sanitária e outras ações visando o combate ao crime de abigeato em todo o Estado, foi deflagrada ontem pela Polícia Civil.
Policiais civis da Delegacia de Porto Murtinho, perícia criminal e vigilância sanitária realizaram ontem, a Operação Campo Limpo, com ações em estabelecimentos comerciais do município visando combater o comércio clandestino de carnes.
Segundo a polícia, em um dos estabelecimentos foram encontradas diversas carnes que não possuíam notas fiscais nem comprovação de sua origem. As carnes, que podem ser produto de abigeato, estavam acondicionadas em desacordo com a legislação, conforme constatado pela vigilância sanitária e pela perícia criminal de Jardim.
No local, a polícia ainda verificou a falta de higiene. Foram encontrados uma barata, teias de aranha próximo as carnes e um gato andando na área do açougue. As carnes foram apreendidas e serão destruídas pela vigilância sanitária. O responsável pelo local foi preso em flagrante.
Operação Campo Limpo
A Operação Campo Limpo, que visa o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão, barreiras, fiscalização sanitária e outras ações visando o combate ao crime de abigeato em todo o Estado, foi deflagrada ontem pela Polícia Civil.
Por meio do DPI (Departamento de Polícia do Interior), Deleagro (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato), DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), 12 Delegacias Regionais que compõem o DPI, participaram da Operação Campo Limpo.
Segundo a polícia, a ação teve como objetivo garantir o patrimônio e a segurança dos produtores, trabalhadores e população que reside ou trabalha onde estão sendo desenvolvidas atividades rurais e contou com o apoio técnico do IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal e Vigilância Sanitária) para aferir a regularidade sanitária das propriedades vinculadas às pessoas suspeitas.
Levantamento realizado nas Delegacias de Polícia envolvidas na Operação aponta que entre janeiro de 2020 e março de 2021 foram registradas a subtração de 433 cabeças de gado. Ao atual preço da arroba, as cifras ultrapassam o valor de um milhão de reais.
Os animais objeto de abigeato ingressam num mercado negro que envolve transportadores, corretores, escritórios e até mesmos frigoríficos, que dificulta ou anula a fiscalização sanitária e pode comprometer a saúde do rebanho estadual.
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